18 de ago de 2013

Administrar não é esporte: errou é finalizado!

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• Barbosa deve desculpas a Lewandowski. (Elio Gaspari) 

Novo procurador-geral da República 
 Com a consultoria dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), a presidente Dilma Rousseff indicou neste sábado, dia 17, o subprocurador-geral Rodrigo Janot como novo procurador-geral da República. Na quinta-feira, Roberto Gurgel deixou o posto que ocupava há quatro anos. De acordo com nota emitida pela presidência, Dilma considera que Janot reúne todos os requisitos para chefiar o Ministério Público com independência, transparência e apego à Constituição

Manifestações
1) Professores fazem manifestação na Avenida Atlântica. 
2) Av. Paulista recebe protesto em defesa dos animais. 
3) Grupo faz ato no Rio por aumento de pena para crimes contra animais. Manifestantes recolhem assinaturas na orla de Copacabana, na Zona Sul. 
4) Protesto em frente à casa do prefeito termina após 17 horas. Os manifestantes picharam o muro da casa com dizeres Remove o Paes e SMH 171. Eles fizeram um último ato, jogando na frente do portão escombros de comunidades removidas e colocaram uma cruz. O grupo passou a noite em barracas neste sábado. 

• O projeto de lei que será encaminhado pela Prefeitura do Rio para a Câmara dos Vereadores - prevendo ganhos de até 35% para os professores da rede - vai beneficiar apenas 3,5% dos profissionais e não a toda a categoria. A diferença salarial será para cerca de 1.500 docentes, que terão uma equiparação. 

Como viver... 
"...Vizinhos do caos, famílias e comerciantes que estão ao lado do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, ou nos bairros próximos à sede do governo estadual, estão tendo que alterar suas rotinas para se proteger da onda de protestos que tomou conta da cidade. Para fugir da ação de grupos radicais que se infiltram nos protestos contra o governador Sérgio Cabral e deixam um cenário de destruição por onde passam, moradores de áreas nobres do Rio já evitam sair à noite, ligam antes para casa a fim de saber como está a situação, mudam o percurso,dormem na casa de parentes, marcam compromisso antes ou depois das manifestações e se abrigam em cômodos da casa distantes das bombas e dos coquetéis molotov...." (O Dia)

Gastança errada... 
• O Brasil gastou sua poupança na Disneylândia, afirma o economista Paulo Leme, no comando do banco Goldman Sachs no Brasil. Ele explica melhor sua avaliação, numa entrevista à Folha neste domingo: Se você toma empréstimos no exterior ou atrai investimento direto estrangeiro e, com isso, investe em indústrias ou atividades que geram receitas em dólares no futuro, o pagamento dos juros dessa dívida está garantido
• No caso do Brasil, porém, diz ele, os empréstimos foram queimados com turismo da Disneylândia, malas cheias de bens vindas de Nova York ou Miami. Essa conta vai chegar. Leme afirma que a política fiscal está muito expansionista e que isso traz como resultados o aumento da inflação e a contribuição para o déficit em conta-corrente. 
Em vez de gastar com hospitais, escolas, transporte público, o governo está gastando em salários, aposentadorias, diz. A solução, quando a dívida terá de ser paga, será a desaceleração da economia, a redução do consumo e os salários reais, o que é feito através de maior desemprego, explica o economista. Além disso, diz ele, será preciso desvalorizar o real, tornar a economia mais competitiva
• A expectativa de Leme para o crescimento da economia brasileira é de muito próximo a 2%, segundo ele, infelizmente, em razão de baixos investimentos e da queda na produtividade. Já o crescimento sustentável de longo prazo está próximo a 3%, provavelmente abaixo disso, o que é bem menos do que eu esperava há um ano, afirma. 
• Questionado se a economia pode interferir na reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, Leme avalia que se as manifestações que varreram o País em junho forem relacionadas ao baixo crescimento, isso já mudou a perspectiva eleitoral: do que parecia altamente provável a reeleição da presidente para um cenário que pode ser o de uma eleição bastante competitiva. Para ele, quem quer que seja, o próximo presidente terá um primeiro ano difícil: pode ser um pequeno desafio ou pode ser problemático.

Cartel 
1) Documentos apreendidos pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) indicam que as investigações sobre o cartel que operou em licitações de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal poderão se estender a outras cinco capitais: Cuiabá, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. O material dessas cidades foi obtido nas operações de busca e apreensão realizadas em julho em dez empresas acusadas pela multinacional alemã Siemens de participação num esquema criado para fraudar concorrências. 
2) Metade das capitais do país não faz licitação de ônibus, mostra levantamento. 
3) Empresas do setor que foi o estopim dos protestos de junho devem quase R$ 3 bi à União. 
4) Transporte público é pouco subsidiado por governos locais. 


Barbosa X Lewandowski - 2º round 
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Escritório de mulher de Cabral multiplica receita com concessionárias 
1) O escritório tinha 2% do faturamento vindo de concessionárias e prestadoras de serviços. Hoje, 60% da receita é fruto de empresas ligadas à Cabral. 
2) Reportagem publicada na última edição da revista Veja aponta que o escritório Coelho & Ancelmo Advogados - que tem como sócia-proprietária a advogada Adriana Ancelmo, mulher do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral - saltou de três profissionais e 500 ações para um empreendimento com 20 advogados e cerca de 10 mil ações em seis anos. 
3) A receita, que era de R$ 2,1 milhões em 2006, passou para 9,5 milhões no ano passado. 
4) Segundo a reportagem, Adriana tem ganhos mensais de R$ 184 mil por sua participação no escritório, quase dez vezes o salário do marido como governador, que é de R$ 20,6 mil. 
5) Manifestantes mantêm acampamento em frente a prédio onde mora Cabral. 
6) De acordo com a Veja, antes do peemedebista tomar posse, o escritório de Adriana tinha 2% de seu faturamento vindo de concessionárias e prestadoras de serviços ao governo do Rio. Agora, 60% da receita é fruto de honorários recebidos de empresas que dependem do dinheiro da gestão de Cabral. Um ex-funcionário do departamento jurídico e dois advogados da MetrôRio, que hoje tem 197 ações trabalhistas na conta do escritório, disseram à revista que a empresa decidiu entregar suas causas a Adriana por determinação de cima
7) A MetrôRio informou apenas que o escritório é um dos 18 contratados. Também estão na lista de clientes a Supervia (administra os trens urbanos e o teleférico do Alemão), a Telemar (principal acionista da Oi), a Light (fornecedora de energia), e empresas de serviços em saúde (Amil) e segurança (Facility). Todas disseram que o serviço foi contratado por critérios técnicos. 

Conselheiro do Itaú cria Partido de centro-direita 
• Assumidamente à direita do PSDB, o Partido Novo, presidido pelo banqueiro João Amoedo, ligado ao grupo Itaú, defende a privatização da Petrobras, do BB e da Caixa; é também contra as cotas raciais e o Bolsa Família; entre os seus admiradores, estão expoentes da nova direita, como Rodrigo Constantino, o menino maluquinho de Veja; Amoedo condena o estado grande, o mesmo que acaba de multar o Itaú em R$ 18,7 bilhões; no Facebook, o Novo já tem 360 mil fãs, bem mais do que a Rede, de Marina.

Empresa do irmão de Sérgio Côrtes envolvida em pagamento de propina a políticos do PMDB. 
• A revista Época traz uma grande reportagem sobre um esquema envolvendo empreiteiras contratadas pela Petrobras pagamento de propinas a políticos do PMDB. 
• A matéria chegou até uma empresa DPV Solair, que pertence ao irmão de Sérgio Côrtes. 
• Segundo a reportagem essa empresa seria responsável pela distribuição das propinas a políticos do PMDB do Rio de Janeiro. Se você lerem a postagem abaixo (originalmente publicada no dia 13 de janeiro deste ano), foi revelado em primeira mão que essa empresa do irmão de Sérgio Côrtes, assim como outra em que os dois constam como sócio têm sede num sobrado abandonado no centro do Rio e funcionam como lavanderia de dinheiro sujo. Para os leitores do blog isso não é novidade. 
• Uma outra estranha estória envolve duas empresas dos irmãos Sérgio Luiz Côrtes da Silveira e Nelson José Côrtes da Silveira. As empresas, uma de consultoria e outra de projetos de energia renovável, constam que funcionam em um sobrado no Centro do Rio. 
• O primeiro fato estranho é que o sobrado está abandonado conforme poderão ver abaixo. 
• Mais estranho ainda é que as duas empresas que atuariam em áreas diferentes (pelo menos no papel, porque na prática não existem) foram compradas repentinamente por duas empresas americanas, ambas representadas pelo advogado americano Bruce E. Wood. 
• Depois que Bruce E. Wood efetuou a compra das duas empresas, ele assinou procuração em Nova Iorque para que Nelson, o irmão de Sérgio Côrtes, tivesse amplos poderes sobre as empresas americanas que compraram as duas firmas dos irmãos Côrtes.
• Resumindo, os irmãos Côrtes venderam duas empresas fantasmas que não produzem nem criam nada, para empresas americanas, que por sua vez generosamente cederam a Nelson Côrtes todos os poderes para fazer o que quiser. 
• É um típico caso de montagem de uma lavanderia de dinheiro sujo da corrupção. Na seqüência, o passo a passo como tudo aconteceu.
• Nelson José Côrtes da Silveira, irmão do secretário de Saúde Sérgio Côrtes, figura como Sócio, Administrador, Procurador, Controlador ou Diretor de 17 (dezessete) empresas. 

• Crime que compensa: em 2013, Rio tem 12 mil casos de estelionato; condenações não chegam a 240 no ano. 

• Amarildo, cadê você? 

O protelador geral da República
• Depois de dois dias de apreciação dos embargos declaratórios dos condenados no julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal, a previsão é de que meses venham a decorrer até que os réus tomem o rumo da cadeia. Até agora, sete mensaleiros tiveram seus recursos indeferidos, depois de acirrados debates. Como são 25, haja tempo, já que as apreciações só se fazem às quartas e quintas-feiras. Mesmo admitindo-se a rejeição de todos, coisa que ninguém garante, virá depois a discussão sobre os embargos infringentes, referentes ao mérito das sentenças, que se admitidos significarão novo julgamento. Coisa para o ano que vem, se vencida a interpretação do presidente Joaquim Barbosa, para quem esse artifício não existe mais, depois que a lei foi modificada.
• De qualquer forma, arrasta-se o processo, para desgaste da mais alta corte nacional de justiça. No olho do furacão,melhor seria dizer, no âmago da pasmaceira, estão aqueles que pretendem ganhar tempo. Certos ministros do Supremo empenhados em prestar serviço ao PT, indicados ou não pelo partido que sofrerá o diabo quando publicadas as fotografias de seus principais líderes postos atrás das grades.
 
• Com todo o respeito, lidera esse grupo o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, que durante meses procurou atrasar os trabalhos e livrar a cara dos réus. Antes, ele lutava para reduzir ou até evitar a condenação dos companheiros envolvidos na falcatrua, acusado até mesmo de advogado deles, pelo relator Joaquim Barbosa. Agora, derrotado na primeira fase, procura estender ao máximo as óbvias decisões que fulminaram os envolvidos num dos maiores, senão o maior dos escândalos verificados na história da República. Mesmo nas decisões adotadas por unanimidade pelo plenário, rejeitando os embargos, Lewandowski pede a palavra e levanta objeções ao óbvio. Tem acólitos permanentes e eventuais, a serviço da protelação dos trabalhos.
• Não dispondo o presidente Joaquim Barbosa da tranqüilidade necessária aos embates travados à sombra, Lewandowski foi chamado por ele de prático das chicanas, algo que em tempos idos determinaria o desafio para um duelo a pistolas ou espadas. Mesmo assim, a situação continua.
• O que pretende Lewandowski com sua permanente tentativa de obstruir os trabalhos dessa fase final do julgamento? Certamente revidar as derrotas sofridas na primeira fase. Tirar revanche de sua derrota jurídica exposta ao país inteiro. Ganhar o tempo necessário para a demonstração de que o Supremo Tribunal Federal não difere de outras de nossas instituições arcaicas e defasadas, de forma a deixar o Brasil na vala comum do submundo. Com todo o respeito, vale repetir. Sua tertúlia com Joaquim Barbosa excede os limites do bom senso. 
• Mas pretenderia algo mais, esse servidor do Direito? Pode ser. Reduzir as penas de líderes como José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, Waldemar da Costa Neto e outros significaria para ele uma demonstração de fidelidade aos detentores do poder que um dia o elevaram ao mais alto patamar do Judiciário? Ou estaria na batalha apenas para vingar-se do adversário?
• Tanto faz. A verdade é que, mais uma vez com todo o respeito, o ministro Lewandowski dá mostras de defender o indefensável. De pretender conturbar um processo óbvio que a nação inteira deseja ver encerrado o mais breve possível. O Direito não pode atropelar a natureza das coisas. (Carlos Chagas)


• WikiLeaks vaza 400 GB de dados encriptados para evitar restrições. 
• Bolt ganha 10ª medalha em Mundiais e se torna maior vencedor da história.

Não copiam o Brasil 
• A Grécia demitiu o presidente da sua agência de privatização, Stelios Stavridis, neste domingo, depois que um jornal informou que ele viajou no avião particular de um empresário que acaba de comprar uma empresa estatal. Stavridis é o segundo chefe da agência a sair em menos de seis meses, reacendendo a controvérsia em torno do programa de privatização da Grécia, uma parte fundamental de seu resgate internacional.

• Cerca de 17 mil refugiados teriam deixado a Síria nos últimos três dias. Milhares de refugiados da Síria estão deixando o país e cruzando a fronteira em direção ao Curdistão, uma região autônoma do Iraque, de acordo com a agência de refugiados da ONU. Com fluxo repentino de sírios deixando o país ainda sem causa conhecida, ONU deve montar novo acampamento na área do Iraque Curdistão para abrigar refugiados. Guerra na Síria atrai jovens europeus para a luta. Filho de brasileira sai da Bélgica para lutar na Síria. Impasse na Síria se aprofunda e ameaça tomar região. 

• Militares e islamitas pressionam civis egípcios. Egípcios fogem de mesquita, palco de confrontos no Cairo no sábado. População vive em meio à polarização de forças no país. Tropas egípcias esvaziam mesquita que abrigava grupo pró-Morsi.

 

Um comentário:

Jorge Ramiro disse...

Eu acho que vi uma das duas pessoas no vídeo, ele estava andando pelas ruas de Tatuape. Pode ser?