7 de jul de 2013

E Cabral dizia: Anda Caminha...

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A renúncia deve ser o próximo passo.
• Pelo andar da carruagem, para quem conhece medianamente a história política deste País, o destino da Dilma já está selado: renúncia. 




 photo _aaescuta_zps53ec1915.jpg A solidão na crise
• Um político que não milita no Executivo nem faz parte da roda de conselheiros, mas é muito próximo de Dilma Rousseff, teve dois sugestivos diálogos na semana passada. 
• Um com ela, no Palácio do Planalto, outro com o presidente do Senado, Renan Calheiros. 
• A intenção dele era ajudá-la a encontrar uma saída, mas tudo o que conseguiu foi concluir que a presidente tem consciência de que está numa encruzilhada da qual não sabe como sair e que se sente abandonada pelo PT e pelos partidos da base aliada. 
Ninguém me defende, fugiram todos, disse ela ao interlocutor. A maior parte do tempo, no entanto, ouviu calada. 
• O amigo lhe disse: Você nunca quis 39 ministérios, não pediu para o Brasil sediar a Copa, de verdade não queria a parceria com o PMDB. Isso tudo é herança do Lula
• Silêncio. Essa não é você, ponderou o amigo, aconselhando-a a reagir segundo as próprias convicções. Da Copa não é possível voltar atrás, mas você pode reduzir o número de ministérios e deixar de lado a aliança com o PMDB, insistiu. 
Silêncio. Rompido apenas para externar o desagrado por pagar a conta sozinha: Estou apanhando de todos os lados e nem tudo é responsabilidade minha
• Não falou mal de Lula, não criticou esse ou aquele aliado, não deu sinal de que tenha a mais pálida ideia do que fazer. 
• O interlocutor da presidente saiu dali e foi procurar o presidente do Senado para lembrar-lhe alguns fatos e cobrar lealdade. 
O governo foi forçado a apoiar sua volta à presidência, não faltou ao Sarney quando ele quase foi afastado na crise dos atos secretos (em 2009), por que agora essa atitude agressiva sua e do PMDB? 
Frio como um peixe, Calheiros respondeu: Porque ela tentou jogar a crise no colo do Congresso. Segundo consta, nada mais disse nem lhe foi perguntado. 
• A conversa aconteceu dias depois de o presidente do Senado ter requisitado avião da FAB para ir ao casamento da filha do líder do governo Eduardo Braga, em Trancoso (BA), enquanto o País gritava de Norte a Sul que está farto dos espertos. 
• Chá e antipatia. O tempo fechou na reunião ministerial de segunda-feira quando o ministro Moreira Franco (PMDB) falou em inflação em termos, digamos mais realistas que o cenário cor-de-rosa pintado pelo colega Guido Mantega. A certa altura, a presidente Dilma Rousseff o chamou de burro
• No dia seguinte, na reunião da executiva do partido, nenhum dos ministros do partido - só Edison Lobão não foi, alegando doença - disse uma palavra em defesa da presidente que no encontro só não foi chamada de bonitinha. 
• Pode até ter sido arroubo momentâneo, mas na versão original da nota oficial sobre o resultado da reunião constava a disposição de entregarem os cargos. 
• O texto dizia algo como que a presidente faça o que quiser com os ministérios. A turma do deixa disso ponderou que os termos poderiam soar pessoalmente ofensivos e que não era hora de radicalizar em público. 
• Sobre eleição e reedição da aliança com o PT, o clima, que já não era bom antes da queda de Dilma nas pesquisas, ficou muito pior, mas o momento é de indefinição. 
• O PMDB não vê como a presidente possa voltar ao patamar anterior, não crê na candidatura de Lula, acha que quem vai se beneficiar eleitoralmente é quem, no campo da oposição, souber capitalizar a insatisfação, mas não vê um nome no horizonte. 
• Telhado de vidro. O PMDB e o Congresso estão sem autoridade para revides depois que se descobriu que os presidentes da Câmara e do Senado - ambos do partido e eleitos pela maioria dos pares - fizeram uso particular de bem público em desfaçatez ímpar, dado o momento. (Dora Kramer, Estadão)

• Incêndio destrói o tradicional Mercado Público de Porto Alegre, construído em 1869 e que abriga bares, restaurantes e bancas comerciais. As chamas se alastraram a partir do segundo piso do prédio histórico, em frente à estação do trem metropolitano, no centro da cidade. 

Como colar os cacos da esquerda no brasil
Demorou uma década inteirinha para o governo federal regido pelo PT perder a boa imagem entre a maioria absoluta dos brasileiros, mas, finalmente, aconteceu, diz Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, em análise sobre o momento político atual. A pacificação da esquerda, porém, não depende só da militância, dos simpatizantes, dos movimentos sociais, dos sindicatos, da mídia alternativa etc.; depende, também, de Dilma. Ou ela começa a dialogar ou vai atirar o país no colo de Serra e sua turma, argumenta. 

• Esse é o Maranhão que se conhece onde Dona Roseana, governadora e aposentada do Senado, extinguiu o Conselhão de aliados que custava R$ 1,2 milhão por reunião. 

Rio: Médicos e remédios 
• Tribunal de Contas do Município mostra que a rede municipal de saúde está carente de pessoal e também de medicamentos. O estudo faz parte do parecer prévio das contas de 2012 do prefeito Eduardo Paes, enviado à Câmara Municipal no início deste mês. Ao longo de 2012, em 75 unidades básicas de saúde do município, constataram falta de 231 profissionais, sendo 116 médicos. Também verificaram que 28% dos postos tinha saldo zero de remédios. 

FHC diz que Dilma aprofundou a crise 
• Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o impasse sobre a crise política não foi colocado pelos manifestantes que tomaram as ruas do País e o plebiscito proposto pela presidente Dilma, que ele chama de golpe de marketing, não resolve a carestia, a baixa qualidade dos empregos criados, o encolhimento das indústrias, os gargalos na infraestrutura, as barbeiragens na energia, e assim por diante.

Escamoteando petições do povo
• Quando se vê na mídia que o Congresso produz mais e prioriza projetos sociais após protestos não quer dizer que acataram muitas das reivindicações das manifestações, que a meu ver, estão escasseando por razões outras. Se influenciaram os políticos ou não, é que as peças continuam por aí fazendo e acontecendo faltando mais rapidez e objetividades. No fundo mesmo, estão cozinhando o povo em banho-maria para ver no que vai dar. Eles que têm panelas e pratos nas mãos seguem indiferentes ao que houve. É preciso mais campainhas que os façam acordar. (AA) 

Bolsa família e os boatos 
• Terminou mais uma semana e nada da Polícia Federal divulgar os resultados do inquérito sobre os boatos do Bolsa Família. O boato começou numa sexta-feira, dia 17 de maio. Logo completa 2 meses. A PF teria ouvido 200 pessoas e faltavam mais 100! 300 depoimentos? E quem foi o responsável? (Marco Villa) 

O cotidiano 
• STF recebe ações contra 21 réus por desvios no ministério do Turismo. 

Saúde 
• Descaso - SUS ignora 13 milhões de pacientes com doenças raras em todo o país. 
• Incúria - Mulher dá à luz na calçada, em frente a hospital na Zona Sul. Segundo morador, funcionários de UPA de Copacabana teriam se recusado a atendê-la. 
• Por que os médicos se afastam do interior? Falta de infraestrutura adequada é entrave para interiorização de médicos e também deve distanciar os estrangeiros. 

O nocaute 
• Anderson Silva foi nocauteado por Chris Weidman no UFC 162, em Las Vegas, e perdeu o cinturão. Também foi duramente criticado por muitos lutadores da entidade. Mas ninguém foi mais duro com ele do que a mídia do país do novo campeão. 
• Nos EUA, Anderson chegou até a ser chamado de criança petulante por sua postura provocativa durante o combate. A ESPN dos EUA opinou que o brasileiro pagou por seu excesso de confiança. Spider estúpido, publicou o portal do principal canal esportivo do país. O orgulho o prejudicou, completou o portal. Spider diz não pensar em revanche e deixa no ar possível aposentadoria.


• Incêndio na maior favela em Heliópolis, São Paulo, deixa 3 mortos, 8 feridos e quase mil desabrigados. E como sempre acontece, lá vem o prefeito confirmar que plano contra incêndio do Mercado Público paulista estava vencido. O povo paga e os mortos também pena não inobservância dos bombeiros. 

• Sócrates, ex-jogador de futebol e da Seleção já falecido, conta em livro ainda não lançado, sobre política, história, cultura e futebol, entre outras coisas, além de várias histórias de bastidores, como caso de racismo no Corinthians.


• Na Fórmula 1, Vettel finalmente vence pela primeira vez em casa, Alemanha, e em julho seguindo na liderança. E Massa, como sempre com seus azares, roda e abandona. 

• Ao menos 80 feridos em descarrilamento de trem no sul da Rússia. 

• Avião da companhia aérea asiana sofre acidente ao aterrissar no aeroporto de San Francisco nos EUA, ontem. A aeronave que partiu de Seul, na Coreia do Sul, levava 291 passageiros e 6 tripulantes. Testemunhas fazem relatos dramáticos e viveram momentos de pânico e horror tentando escapar da aeronave em chamas. Autoridades dizem que o avião que voava muito baixo, parece ter se chocado com a pista durante a aterrissagem. Empresa não crê em falha mecânica. Até agora informaram que houve dois mortos e 103 feridos e tentam determinar as causas do acidente. 

• Acabou o jejum! Murray bate Djokovic, é campeão em Wimbledon, grama sagrada do All England Club, em três sets a zero e faz história. Murray quebra tabu de 77 anos e é 1° britânico campeão de Wimbledon na Era Aberta. 

• Impasse político é mantido no Egito. ElBaradei, que fora nomeado premiê neste sábado, não é mais confirmado ao cargo; futuro de Irmandade Muçulmana também é incerto. Violência e mortes em atos pró-Morsi reforçam temor por futuro do Egito. 

• Deportação de Abu Qatada encerra batalha legal britânica. Tratado bilateral permitiu que clérigo acusado de conexões com terroristas seja julgado na Jordânia. 

• Exército fecha acessos a locais onde os fiéis islamitas ao presidente deposto Mohammed Mursi organizam protestos contra sua derrocada, ocorrida na última quarta-feira. 

• Cidade síria de Homs é bombardeada pelo nono dia seguido. Quase mil peregrinos ficam retidos na Arábia Saudita devido a crise. 

• Al Jazira reporta que suas instalações foram invadidas por forças egípcias. Egito caminha na direção de guerra civil, diz Putin. 

• Explosão em trem de carga no Canadá deixa pelo menos 5 mortos e autoridades buscam 80 desaparecidos.

2 comentários:

Anônimo disse...

CADA DIA MELHOR....PARABÉNS.

Anônimo disse...

BLOG COMO ESSE VALE A PENA VER E LER.