11 de jun de 2013

O humano racional é muito esquisito...

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• Milícia no Rio controla 18% das vans de cooperativa que atua na Zona Oeste. Igual a São Paulo, protesto contra aumento dos ônibus vira quebra-quebra no Centro do Rio. Liberados os 31 detidos. 

• Administradores(?) trabalham mal - Um ano depois de inaugurado, BRT Transoeste ainda tem 15 estações inacabadas. Algumas dessas plataformas já estão até pichadas, outras são usadas por população de rua; empreendimento já custou mais de R$ 900 milhões. Prazo de conclusão já foi prorrogado duas vezes pela prefeitura e, mais uma vez, não deve ser cumprido. 

• Gabrielli deixou o campo minado por contratos que cheiram mal na Petrobras e Dona Graça se vira como pode. Conseguirá, eis a questão. 

• Comércio só terá de informar tributos em notas daqui a um ano.

Sem fome de pão 
• Foi num dia qualquer, de um verão tropical, na cidade de Angra. Lugar paradisíaco, que muitos estamos acostumados a ver estampado em revistas e na televisão. 
• O garoto aproximou-se da casa bonita, colocou a carinha entre as grades do portão alto e forte, e ficou olhando. 
• A dona da casa, senhora distinta, regava o jardim. Fazia a tarefa devagar, como quem distribui com as gotas d’água um tanto de carinho. 
• O menino dos seus nove anos, segurando com ambas as mãos as grades, de um lado e outro do rosto magro, pediu: - Ei, dona, tem pão velho? 
• Ela se voltou surpresa. Fechou o esguicho d’água. Desde a sua infância, aquele tipo de situação a incomodava. Da adolescência trazia uma mensagem dentro de si de que, quando alguém pedia pão velho, na verdade estava dizendo: Me dá o pão que era meu e ficou na sua casa e você esqueceu de comer, porque tem muitas outras coisas deliciosas para saborear. 
• Ela caminhou até o portão e perguntou: - Onde você mora? 
• Ele falou o bairro, bem distante. 
• Mas é muito longe, disse a senhora. 
• Pois é. Eu sei que é longe, mas eu tenho que pedir as coisas para comer. 
• - Você está na escola? 
• - Não, disse ele. Minha mãe não pode comprar material. 
• Agora, ela já estava tão próxima dele que quase o podia tocar. Ele tinha um rostinho tão delicado. Pena que estivesse um tanto sujo. Pensou nos próprios filhos, tão bem cuidados, penteados, roupa limpa, calçados brilhantes e lancheira cheia para levar à escola. O rostinho miúdo parecia só ter olhos. Espertos. Inteligentes e sofridos. 
• Seu pai mora com vocês? Arriscou a dama. 
• Ele sumiu, respondeu a vozinha triste. 
• O papo prosseguiu. Ela até se esqueceu do jardim e das flores. Ali estava uma flor muito mais importante e mais necessitada de água, adubo, terra fofinha. 
• Finalmente, ela se recordou da fome do menino e fazendo um gesto de quem se dirigia para dentro a fim de buscar alguma coisa, exclamou: - Espere um pouco. Vou buscar o pão. Não tenho pão velho. Serve novo? 
• - Não precisa não, senhora. A senhora já conversou comigo. Tchau. E desapareceu ladeira abaixo. 
• A resposta caiu como um raio no coração da mulher. Teve a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança. Um menino de nove anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga. 
• Naquele dia, a senhora aprendeu um novo significado para o pedido de pão velho. Significa dizer: - Converse comigo, dê-me a alegria de ser amado. 
• Por isso, ela continua dando pão novo, fresquinho, com doce, manteiga, queijo e salaminho. Mas, antes de tudo, ela compartilha o pão das pequenas conversas, um pão que nunca fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita nAquele que disse um dia: Eu sou o pão da vida! O pão mata a fome do corpo. A palavra nutre o coração entristecido. Enriquecido por esse tesouro - a palavra que vibra, sonora, em teus lábios - estende esperança em volta, donde te encontras. Distribui calor humano a quem se faz carente e alimenta essas vidas em desfalecimento, como quem rega um jardim em ardente dia de sol. (Momento Espírita) 

Africamania 
• Brasil corre para fincar pé na África com Dilma em Addis Abeba. Após ampliar presença em países lusófonos, governo e empresas miram mercados emergentes como Etiópia, Nigéria, Tanzânia e Gana. Africamania? Ex-sinônimo de pobreza, região vira xodó de investidores. Brasil perdoa quase US$ 900 milhões em dívidas de países africanos. Fuzileiros brasileiros exportam organização e até expertise musical para Namíbia. Portugal pede mais investimentos, mas Dilma evita garantias. Em visita, presidente brasileira ressaltou parcerias em curso e manteve tom evasivo quanto a novos aportes financeiros. Emigrantes brasileiros pedem a Dilma direito de eleger deputados e senadores. 

Com Dilma, 73% dos investimentos estão parados
• Apesar de vender a imagem de governo técnico, a presidenta Dilma tem feito uma gestão que pouco sai do lugar. Segundo levantamento do Tribunal de Contas da União, 73% dos investimentos anunciados em 2012 mofam no limbo dos restos a pagar. Os principais gargalos são nas áreas de organização agrária, urbanismo e administração, onde nem sequer 10% das despesas inscritas foram liquidadas. 

Então, não estamos bem... 
Brasil é apontado como o país mais protecionista do G-20, grupo das maiores economias desenvolvidas e emergentes, de acordo com o Índice de Abertura de Mercados, conforme Câmara de Comércio Internacional, em Paris. Pior que o Brasil entre os 75 países, só mesmo o Quênia, Paquistão, Venezuela, Uganda, Argélia, Bangladesh, Sudão e Etiópia. Mesmo com um índice alto de protecionismo, segundo a CCI, a balança comercial brasileira registrou este ano o maior déficit de sua história, embora o governo defenda que pode haver melhora nos próximos meses, com saldo comercial superavitário ao longo do ano. A entidade que representa milhares de empresas no mundo coloca o Brasil na 67ª posição entre 75 países, ficando atrás até da Argentina (o ranking é organizado por grau de abertura comercial, da maior para a menor) . A abertura do mercado brasileiro foi considerada abaixo da média internacional. 

A Grande Pizza 
• Desfecho do mensalão pode levar até 2 anos, diz ministro. O ministro José Antônio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, estima que o julgamento do mensalão vá demorar ainda de um a dois anos para ser concluído. Só então serão executadas as penas. Até lá, os réus devem permanecer em liberdade, inclusive os quatro deputados que hoje exercem mandato. Em entrevista ao Poder e Política, programa do UOL e da Folha, Toffoli calcula que o julgamento dos chamados embargos de declaração (recursos que contestam possíveis inconsistências na sentença) deve começar no segundo semestre e se estender até a metade do ano que vem. 

Sabe da briga naquela PEC 
• MP mantém nas gavetas 70,8% dos inquéritos. O Ministério Público briga para realizar investigações criminais, mas nem consegue cumprir sua obrigação legal de denunciar à Justiça os inquéritos policiais que recebe. O MP mantém em suas gavetas 70,8% dos 4.880.501 inquéritos policiais recebidos, ou sejam, cerca de 3 milhões e 455 mil do total. Os dados são da página Retratos do MP, do Conselho Nacional do Ministério Público, na internet. 

Vida na Selva Brasileira 
• Veja o belo trabalho empreendido pelo glorioso Exército na Amazônia ma difícil tarefa de patrulhar as nossas fronteiras. Impressionou-me, sobremaneira, o depoimento da jovem Karine, esposa do vibrante Tenente Brasil, comandante de um Pelotão de Fronteira.


Sem comentários...
• Promotor diz que bandido que dá tiro tem que tomar tiro para morrer e pede à Justiça arquivamento de processo. 
• Em documento do 5º Tribunal do Júri de SP, ele defende policial que matou suspeito. Foi com argumentos desse tipo que o 1º promotor de Justiça do 5º Tribunal do Júri, Rogério Leão Zagallo, pediu à Justiça de São Paulo que arquivasse um processo sobre um suposto assalto contra um policial civil que terminou com um suspeito morto. O crime, considerado pelo promotor como ato de legítima defesa. Ocorreu em setembro de 2010. O texto da promotoria é de 24 de março de 2011. 
• De acordo com o pedido do Ministério Público, o policial civil Marcos Antônio Teixeira Marins foi abordado por dois bandidos enquanto dirigia pela rua Antônio Mariane, no bairro do Caxingui, em São Paulo, no dia 16 de setembro do ano passado. Embora estivesse à paisana, ele teria se identificado como policial após ser abordado pelos dois supostos criminosos: Antônio Rogério Silva Sena e Thiago Pereira de Oliveira. Houve, então, uma troca de tiros e um dos suspeitos, Sena, morreu. 
• O crime, segundo Zagallo descreve em seu pedido de arquivamento de processo enviado à Justiça, foi registrado na delegacia como homicídio doloso (quando há intenção de matar), uma vez que o suspeito foi morto. Na visão do promotor, porém, houve um erro no registro da ocorrência porque o policial não teria cometido assassinato, e sim, agido em legítima defesa. 
• O promotor terá sua conduta investigada pela Corregedoria-Geral do Ministério Público e pela Procuradoria-Geral de Justiça após incitar a violência contra manifestantes do Movimento Passe Livre em seu perfil do Facebook. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do MP nesta segunda-feira (10).


• Americano diz que defendeu liberdade ao revelar segredos. Edward Snowden pediu que jornal divulgasse sua identidade; ele revelou informações sobre monitoramento de pessoas pelos EUA. Caso de espionagem abre debate sobre privacidade na web. Acuado, ele desaparece em Hong Kong. O caso, põe à prova liberdades civis naquele país. 

• Encontro de alto nível na quarta-feira entre duas Coreias, o que seria a primeira reunião de alto escalão em seis anos, foi cancelado, diz Ministério da Unificação de Seul. Autoridades dos dois países tentaram sem sucesso durante todo o dia chegar a um acordo sobre quem integraria as delegações da reunião, concebida por ambas as partes como uma tentativa de resolver temas pendentes e reconciliar as duas nações após anos de relações ruins. 

• Bruxelas pedirá compromisso claro dos EUA pela proteção de dados. A Comissão Europeia pedirá este compromisso às autoridades americanas para que se comprometam a respeitar a proteção dos dados de cidadãos europeus, após as revelações sobre a espionagem das comunicações por parte dos serviços de inteligência americanos, afirmou no Parlamento Europeu o comissário encarregado de Saúde, Tonio Borg, que se expressava em nome da Comissão Europeia, diante de uma câmara praticamente vazia. Os cidadãos europeus devem se beneficiar dos mesmos direitos que os americanos, disse Borg. A comissária encarregada de Justiça, Viviane Reding, levantará o caso com as autoridades americanas durante um encontro previsto entre a Comissão Europeia e o governo americano na sexta-feira em Dublin. 

• China lança nova missão tripulada ao espaço. A nave chinesa decolou ontem com três astronautas (uma chinesa) a bordo para uma missão de 15 dias em um laboratório espacial experimental, em mais um passo rumo ao desenvolvimento de uma estação espacial própria. A Shenzhou 10 foi lançada em uma base remota no deserto de Gobi, no extremo oeste chinês. Uma vez em órbita, a nave irá se acoplar ao módulo Tiangong 1 (o nome significa palácio celestial). Os astronautas, dois homens e uma mulher, realizarão várias experiências e testarão os sistemas do laboratório. Também farão uma conferência a estudantes na Terra. 

• BC do Japão mantém política e deixa porta aberta para acalmar mercados. 

• O Papa Francisco afirmou ontem que São Pedro não tinha conta em banco, ao defender uma igreja pobre que rejeite a mentalidade empresarial durante a habitual homilia que pronuncia todas as manhãs na capela da residência Santa Marta no Vaticano. Quando se quer uma igreja rica, a igreja envelhece, perde vitalidade, advertiu o Papa argentino, ao reiterar que optar uma igreja pobre nos salva do risco de virarmos organizadores, empresários, disse durante a missa, que também foi celebrada por Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício). 

O cigarro... 
• Em cada cigarro que você fuma, acaba levando para o seu corpo todas essas substancias, caso ainda não seja suficiente a leitura de uma olhada no vídeo.

"Os ursos polares adoram o frio. Os bipolares às vezes adoram, às vezes não..."

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