3 de mai de 2013

Você Povo, tome uma atitude...

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_aacharge55_zps16090ad8.jpg Renovação, depuração e expurgo, ou Stalin e Lula 
• Com todo o respeito e guardadas as proporções, há quem estabeleça um paralelo entre o Lula e Stalin, ainda que também registradas certas diferenças. Começando por estas, é verdade que na fundação do PT o Lula já era o Lenin, ou seja, sua trajetória não foi como a de Stalin, que começou nos quadros intermediários do Partido Bolchevique, subordinado ao líder maior, até galgar o posto máximo de csar de todas as Rússias. Aqui, o chefe inconteste sempre foi o Lula. 

• No entanto o paralelo é perfeito quando se atenta para a estratégia de Stalin de ir gradativamente se livrando dos Velhos Bolcheviques. Mesmo falando em renovação, não em depuração nem expurgo, revela-se há tempos um Lula obstinado em afastar quantos estiveram com ele na fundação do PT ou que logo depois se destacaram. Claro que os métodos são outros. Não existem fuzilamentos, mas o resultado é igual. 

• Basta notar que os líderes sindicalistas de 1980 sumiram, substituídos na CUT por marionetes sem iniciativa própria. Mais ou menos como a degola feita no Exército Vermelho, tomando-se como evidente exercer a central sindical o mesmo papel que as forças armadas soviéticas exerciam naqueles idos. A CUT lembra o braço armado do regime soviético, mas está sem generais, exatamente como a URSS ao ser invadida pela Alemanha de Hitler. 

• Vale à pena citar alguns políticos de expressão nos primórdios do PT que foram mandados embora ou tomaram a iniciativa de sair. Apesar do risco de esquecer montes deles. Sem falar nos intelectuais que pularam fora ou se viram defenestrados. Mas o que dizer de Marina Silva, Heloísa Helena, Plínio de Arruda Sampaio, Airton Soares, Bete Mendes, Cristóvan Buarque e tantos mais? Sem esquecer os que parecem próximos de tornar-se hóspedes da Lubianka, como Eduardo Suplicy, Paulo Pain, Humberto Costa, Lindbergh Farias, Wellington Dias, Arlindo Chinaglia e outros. 

• Ainda agora parecem estar em andamento os Processos de Moscou, valendo não resistir à tentação de comparar Aloísio Mercadante e Marta Suplicy a Kamevev e Zinoviev. Ano passado, nas eleições para a prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad foi tirado do nada para que os atuais dois ministros não botassem o pescoço de fora. Agora, nas preliminares para a escolha do candidato a governador, Mercadante submete-se a ficar à margem e até reconhece e agradece a imposição. Penitencia-se por ter sido influente. Marta também, aguardando-se o anúncio de algum ungido submisso aos ucasses do chefe. Parece que vai ser assim nos demais estados, pois a palavra do Lula é renovação. Mas não seria depuração? Expurgo? 

• Para reinar absoluto, o Lula não hesitou em mandar embora Wladimir Palmeira, de forma parecida como a de que Stalin mandou embora Leon Trotski: para o exílio, ainda bem que sem a picareta de Ramon Mercader. José Genoíno está para Bukárin tanto quanto José Dirceu, sempre fieis, mas no fim fuzilados. Haverá um Béria nessa comparação? Dizem que fisicamente Rui Falcão parece-se com o todo-poderoso chefe da NKVD. Dilma segue o figurino de Molotov, porque integra a corte do nosso csar dos trópicos, engolindo ordens e decisões que gostaria de não adotar. Para os otimistas, o guia genial dos povos não perde por esperar. Logo surgirá um Kruschev, que não sabemos quem será. 

• Em suma, conclui-se hoje pelo aniquilamento dos últimos vestígios do espírito revolucionário do PT, trocado pela burocracia a serviço de Stalin, perdão, do Lula, que no Comitê Central ninguém ousa contraditar, com medo do expurgo ou da depuração, melhor corrigindo, da renovação porque se ela não nos diz o que fazer, sempre apontará o que devemos evitar... (Carlos Chagas) 

E agora, associações de juízes entram no STF contra restrição a patrocínios 
• As associações dos Juízes Federais (Ajufe), dos Magistrados Brasileiros (AMB) e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) entraram com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que limitou o valor de patrocínios a eventos de magistrados. 
• A ação chegou ao STF na sexta-feira (26) com pedido para que seja distribuído ao ministro Celso de Mello. Isso porque ele já é relator de processo em que a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) questiona a resolução, que reduziu o patrocínio de empresas a eventos em, no máximo, 30% dos custos totais. 
• A resolução foi aprovada em fevereiro, em sessão comandada pelo ministro Joaquim Barbosa, que preside o STF e o CNJ. 
• As associações de juízes alegam que a resolução foi aprovada de maneira irregular, pois elas não tiveram a oportunidade de se manifestar antes da votação no CNJ. 
• As entidades argumentam ainda que a resolução fere o direito de livre associação e de reunião dos juízes. Por fim, sustentam que as restrições aos eventos prejudicam a formação dos magistrados. 
A medida também trará repercussões negativas diretas e imediatas na formação e preparação dos magistrados, dizem as entidades na ação. 
Em razão de restrições financeiras dos entes públicos, os cursos oficiais ainda são de alcance e periodicidade restritos, cabendo às associações, com seus eventos científicos, o importante papel de desenvolver e fomentar o trabalho de aperfeiçoamento científico dos magistrados, completam. 


Aconteceu na França, em torno de 1700...
• Você quer saber a motivação da nova legislação do Trabalho Doméstico?
• Você, certamente, não têm dúvida que é uma forma de tributação, já que a Justiça Social é feita com o seu dinheiro.
• Tanto que, para efeito de Imposto de Renda, você não abate das suas receitas o que gasta com empregado doméstico. 
• Então veja como é antigo esse tratamento dado pelo Governo à Classe Média. 
• Uma aula de Política. 
• Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault: 
Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço … 
Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar na prisão. Mas o Estado é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!
Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis? 
Mazarino: - Criando outros! 
Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres. 
Mazarino: - Sim, é impossível. 
Colbert: - E sobre os ricos? 
Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres. 
Colbert: - Então, como faremos? 
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média! 

Protótipo do Trem Bala SP-RJ-SP em fase de testes 
• Com um investimento monumental, finalmente o Trem Bala do PT vai sair. 
• Mais o apoio do Eike Batista é claro, tecnologia dos equipamentos japonesa e trilhos chineses (imbatíveis em preço e qualidade).

  
Lula colunista 
• Leitora protesta contra agência do New Yorl Time. 
• Pois é… depois que a agência do jornal decidiu distribuir mensalmente um texto assinado por Lula - mas jamais escrito por ele, não importa o idioma -, o jornal começou a receber mensagens de protesto, como esta, que segue, publicada com uma resposta esclarecedora. Um ou outro hão de gritar: Olha o preconceito ali, lembrando que o petista não concluiu ensino fundamental…. O ponto é outro: a questão é saber se Lula será o autor do texto distribuído. E todos sabem que não. Seguem a carta e a resposta. 
A carta 
• Sou brasileira e moro nos Estados Unidos, em Nova York, desde 2010. Estou realmente chocada e surpresa com o fato de um jornal com tamanha influência e informação ter [entre os colunistas] Lula, do Brasil, um presidente que mal concluiu o ensino fundamental. Estou certa de que todo mundo sabe que sua reputação, no Brasil, está desabando. Nos últimos dois anos, o seu partido e ele próprio foram alvos de muitas investigações criminais, e muitos de seus principais colaboradores foram condenados, neste ano, pelo Poder Judiciário no Brasil. 
• É lamentável! E o mais lamentável é um jornal como o New York Times dar algum crédito a um político decadente como esse. Não entendo. 
Resposta do NYT 
Obrigado por sua mensagem. O ex-presidente Lula não está escrevendo uma coluna para o Times. Ele está escrevendo uma coluna para a Agência do Times, que têm clientes em todo o mundo e vende seus serviços para outros veículos. O Times tem muitos outros colunistas como o presidente Lula, cujos textos são vendidos por intermédio do Times, como Richard Branson, Noam Chomsky, Mikhail Gorbachev e Jack Welch. Basicamente, o Times pega seus textos, molda-os em artigos e os oferece aos clientes. O presidente Lula não aparecerá regularmente nas páginas do Times ou do nytimes.com. Mais uma vez, obrigado por escrever.


Todos os profetas armados venceram e os desarmados foram destruídos.

(Niccolo Maquiavel)

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