31 de mai de 2013

De pib em pib se va lontano...

 photo _acpi13_zpsbc10820e.jpg Um saco: a mídia não para de falar de Neymar. Peçam logo ao Papa para canonizá-lo. 

E tome de blindagens - Governo impõe sigilo em viagens de Dilma. Itamaraty orienta classificar todos os documentos relativos aos gastos no exterior como reservados enquanto a presidente estiver no cargo. A chancelaria afirma que medida está dentro da lei. 

O otimismo dele mata! Copom decide aumentar a taxa básica de juro e deixa Guido Mantega em péssima situação. 

Velhacaria: Isto Pode? Uma assessora de um vereador carioca do DEM, telefonou, terça passada, para o gabinete do vereador Eliomar Coelho: - Vocês pediram ônibus esta semana? - Que ônibus? - Ué, o ônibus que cada vereador tem direito a pegar emprestado por semana com a Rio Ônibus... (Ancelmo Gois) 

Recurso revoga suspensão e evita fiasco no Maracanã. Amistoso entre Brasil e Inglaterra, no domingo, havia sido suspenso por alegações de falta de segurança; decisão da Justiça evita prejuízo maior, mas evidencia problemas na organização da Copa. Jornais britânicos estão incrédulos após caos na liberação. 

É uma pena, ela estava indo tão bem (mal). Política Crise PT-PMDB nos estados ameaça rede eleitoral de Dilma. Presidente mantém popularidade; mas crise PT-PMDB pode se refletir na votação de Dilma. Falta de acordo já atinge alianças e pode se refletir na eleição. 

Auditoria sigilosa, recém-aprovada pelo Tribunal de Contas da União, identificou 3.390 servidores públicos recebendo acima do teto do funcionalismo, 90% deles na Câmara e no Senado. 

Ministros não convencem oposição sobre Bolsa Família e serão convocados. A oposição vai pegar carona no desencontro de informações do governo para cercar três autoridades da Esplanada sobre o Bolsa Família. Deputados protocolaram requerimento para levar à Comissão de Fiscalização e Controle o presidente da Caixa, Jorge Hereda, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, e a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos. Segundo o líder da Minoria, Nilson Leitão (PSDB-MT), Rosário ligou para os líderes da oposição para se desculpar, mas não os convenceu. Deputados protocolaram requerimento para levar à Comissão de Fiscalização e Controle o presidente da Caixa, Jorge Hereda, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, e a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos. Segundo o líder da Minoria, Nilson Leitão (PSDB-MT), Rosário ligou para os líderes da oposição para se desculpar, mas não os convenceu. 

PS.: Vereadores de cidades no Maranhão recebem essa Bolsa. E beneficiários do Bolsa Família doam para campanhas eleitorais pode virar nova dor de cabeça no Ministério do Desenvolvimento Social. 

Belo Monte: índios desistem de incendiar canteiro de obras e aceitam encontro com governo, mas ocupação com 200 índios continua. Quarta estarão em Brasília. 

Publicado decreto que mantém desconto na luz. Texto adianta R$ 2,8 bilhões a empresas.


Alemanha busca mão de obra qualificada fora da UE. Entrada em massa de imigrantes de países vizinhos não supre demanda por engenheiros, especialistas em TI e cientistas. 

Risco de maus-tratos é maior em crianças com deficiência. De acordo com novo relatório da Unicef, elas também são menos propensas a receber cuidados de saúde ou ir à escola. 

ONU questiona uso de robôs assassinos em guerras. Equipamentos com autonomia de decisão, que estariam sendo desenvolvidos pelos EUA, Grã-Bretanha e Israel, preocupam especialistas. 

Ao contrário do que diz Assad, Rússia ainda não mandou mísseis. País pode entregar 10 aviões à Síria. Refugiados sírios passam de 1,6 mi. 

Grande asteroide, rocha espacial com até 2,7 km, se aproxima da Terra nesta sexta e tem lua própria.

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tumblr_mngt9jahPE1sqwq98o1_250.gif No mundo inteiro, só no Brasil os juros sobem como remédio: 80 vezes mais alto do que no Japão, 40 acima dos EUA. Quatro palavras dominam o dicionário do governo. Silêncio nas comunidades, falatório na tecnologia. O vice de Obama veio em campanha eleitoral. 

Aos trancos e barrancos, pouco salto e muito sobressalto. Ninguém sabe o que é prioridade, quem tem mais credibilidade, todos se preocupam com a instabilidade, impossível encontrar o rumo. A economia do Brasil, desgovernada, espera um Galileu que diga que ela se move, sem atropelos ou colisões. 

Do Planalto, do Ministério da Fazenda, do Banco Central, não vem esclarecimento ou o que é prioridade. Juros, dólar, PIB ou inflação, o que vem primeiro, o que é realmente importante ou estimulante. Não se sabe, o país vive de previsões e preocupações, o que fazer? 

De contradição em contradição, Mantega e Tombini aparentemente não estão do mesmo lado, embora pareça. Mantega fala, diz que o câmbio não é uma de suas armas, mas ninguém entende se ele está pessimista ou otimista. Mas já foi mais claro e incisivo. 

Tombini age, mas em silêncio, afinal o BC tem autonomia. Tem mesmo? Dona Dilma não sabe de jeito algum o que vai fazer. Os juros vão subir muito ou pouco? Foi publicado que o presidente do Banco Central esteve esta semana com a presidente, sobre o que conversaram? 

Pelo menos uma coisa tem que ser dita: Tombini contrariou e frustrou as maiores consultorias econômicas e até mesmo, pessoalmente, os mais arrogantes adivinhadores. Todos apostavam ou garantiam que a elevação dos juros não passaria de 0,25%, ele aumentou 0,50% e ficou em silêncio. 

Como deixei bem claro no título dessas notas, os juros não influenciam as maiores autoridades dos órgãos oficiais do mundo inteiro. Ainda anteontem, Durão Barroso, ex-primeiro-ministro de Portugal e agora poderoso presidente da BC da Comunidade Europeia, disse com toda a cordialidade: É preciso que mudemos a concepção do que é austeridade. Aí entra a ideia fixa de não subir os juros. 

Há anos, a taxa nos EUA está entre 0,20% e 0,25%, 40 vezes menor do que a nossa, depois da ação do Banco Central com autonomia. O Japão não saí de 0,1% (ao ano, ao ano) e a preocupação não vem por aí. Na Comunidade Europeia em crise desde 2008, os juros mais altos não passam de 2 por cento. E entre os 17 países, alguns nem chegam a 2%. Por qual bússola se orienta o BC e tenta orientar o consumidor? 

A inflação já foi a grande meta do governo, autoridades dava a impressão de que isso é que tirava o sono. Como o ministro da Fazenda depreciou o racional, parece que ele quer mais atenção para o pibinho de agora. Que vai pelo mesmo despenhadeiro do ano passado. Pelo menos os números são rigorosamente iguais. 

Em suma, não há suma. Qualquer economista que esteve no Banco Central e agora ensina em algum dos grandes bancos, sabe de ciência exata que essas 4 palavras (juros, inflação, dólar e PIB) estão sempre entrelaçadas. E é impossível separá-las, qualquer que seja o ritmo da ação. 

PS – É evidente que nada disso pode ser tratado individualmente. É lógico que não imediatamente, mas haverá mudança. Não obrigatoriamente com demissão. Neste momento, demissão e reeleição, se afrontam e se confundem, perigosamente. (Hélio Fernandes, Aqui )

O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes.

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