14 de nov de 2012

Vida que passa e repassa...

Photobucket O estranho caso dos anúncios que o Planalto pagou em cinco jornais de São Paulo que não existem.
° Interessantes as denúncias da Folha de S. Paulo sobre o pagamento de propaganda em publicações fictícias, vinculadas à Laujar Empresa Jornalística S/C Ltda, com sede registrada num imóvel fechado e vazio, em São Bernardo do Campo (SP).
° Essa empresa aparece em 11º lugar num ranking de 1.132 firmas que, desde o início do governo Dilma, receberam recursos públicos para veicular propaganda do governo em diários impressos.
° Embora esteja à frente de empresas responsáveis por publicações de ampla circulação no país, como o gaúcho Zero Hora e o carioca O Dia, a Laujar não publica nenhum jornal. Os títulos da companhia beneficiados pela Presidência inexistem em bancas do ABC Paulista, onde supostamente são editados, não estão cadastrados em nenhum órgão e não aparecem em cadastros municipais de jornais aptos a fazer publicidade de prefeituras.
° Além disso, exemplares enviados à Presidência como provas da existência das publicações foram forjados. A Laujar mandou as supostas edições do dia 15 de março de 2011 do Jornal do ABC Paulista, O Dia de Guarulhos, Gazeta de Osasco, Diário de Cubatão e O Paulistano. Todas elas têm os mesmos textos, sendo que uma das reportagens contém declarações do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, dadas no próprio dia 15, o que torna impossível a impressão ter ocorrido na data informada nos jornais.
° Também há registros de pagamentos efetuados pela Caixa Econômica à empresa, vejam só como é fácil tirar dinheiro do governo, quando se sabe o caminho das pedras…
° O mais interessante da matéria, porém, foi o dono da Laujar, Wilson Nascimento, dizer que o dinheiro que recebeu é menor do que o informado pelo governo. Portanto, faltou denunciar o cúmplice no esquema do Planalto, que ficaria com a diferença. (Carlos Newton)

Photobucket STF: Ayres Britto faz última sessão. Ministro se aposenta compulsoriamente em 18 de novembro, quando completa 70 anos. Místico e poeta, Ayres Britto deixa comando do STF na reta final do mensalão.
Programa Mais Irrigação destina R$ 10 bilhões para projetos de desenvolvimento regional sustentável. Ação abrange 538 mil hectares.
Polícia do Rio apreende desirée, nova droga, em casa na Zona Norte. Entorpecente é mistura de crack com maconha.
Folga: feriados prolongados podem custar até R$ 173 bilhões à economia do país. (Firjan)
Ministério Público investiga caixinha de partidos. Procurador abre inquérito civil para apurar prática denunciada pelo Congresso em Foco: alguns partidos obrigam seus funcionários a entregar 5% do que ganham para a legenda. O caso também foi permitido ao procurador-geral da República para verificar participação de deputados no esquema.
Câmara adia de novo Marco Civil da Internet. Líderes partidários decidem aguardar por mais tempo a construção de um acordo que permita a votação da matéria. Pontos polêmicos ainda podem ser alterados. Saiba mais.
Minha Casa, Minha Vida Entidades diminui contrapartida. Prestação mínima caiu de R$ 50 para R$ 25.
Campanha incentiva mulheres a se qualificarem nos setores em expansão. Construção, indústria e informática são os mais dinâmicos.
Diz Dilma: No início de 2013, a conta de luz ficará até 16,2% mais barata para as residências e até 28% para as indústrias, dependendo do nível de tensão.
Saúde: Municípios do AM e AP recebem R$ 4 milhões para controle da malária.
Câmara aprova detalhamento de impostos na nota fiscal. Estabelecimentos comerciais deverão informar aos clientes quanto estão pagando em impostos por cada produto. A informação deverá ser discriminada na nota fiscal.
Brasil é eleito para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Investimento definirá ritmo de crescimento da economia, que ainda não é convincente. À margem de explicações técnicas para a contração do investimento cabe refletir sobre o convencimento do governo numa economia altamente regulada pelas agencias de Estado e com cerca de 40% do PIB na órbita direta do setor público. Se até o investimento público pipocou, o governo é parte da história. Assim como quando decide aos sobressaltos mudanças regulatórias, ainda que por bons motivos, sugerindo desconfiar do empresariado, embora dependa do capital privado para desentocar o investimento. 1ª alta em cinco meses. Apesar da melhora de sua condição financeira, o brasileiro ainda encontra dificuldades para quitar as dívidas: inadimplência cresce 5% em outubro.
Banco Mundial confirma expansão da classe média na América Latina e no Caribe.
Casa da ONU no Brasil será inaugurada nesta quarta-feira, em Brasília.
Dilma e mais três líderes políticos participam pela primeira vez da Cúpula Ibero-Americana.
Anvisa prepara regulamento para produtos da medicina tradicional chinesa.
Chile é o maior investidor direto latino-americano no Brasil.
Discussão dos Royalties não passa de cortina de fumaça: O debate sobre os royalties representa, no limite, 15% dos recursos do petróleo. É preciso saber o que vai acontecer com os outros 85%. Como diz o professor da USP e ex-diretor da Petrobrás Ildo Sauer, *quem se preocupa apenas com os royalties está enxergando só o rabo do elefante, queremos discutir o elefante inteiro* . Se a sociedade permitir, o elefante vai embora sem nenhuma discussão, através dos leilões promovidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da exportação sem controle. A presidenta Dilma já anunciou os leilões para 2013, em maio do pós-sal e em novembro do pré-sal, e a Petrobrás quer transformar o Brasil num grande exportador de petróleo. Cabral já mudou a rota de sua nau que estava sem rumo. Agora já admite o veto da presidenta Dilma ao projeto dos royalties aprovado no Congresso Nacional, somente nas áreas licitadas. (Emanuel Cancella)
Agiotagem: Cobrança de dívida com violência poderá ser considerada tortura. (Agência Senado)
Trabalhadores fazem greve geral na Espanha e em Portugal. Paralisações também atingem Grécia, Itália, França e Bélgica.
Vídeo americano sobre extraterrestres
° Os americanos fazendo uma analise sobre os mesmo.

O cravo não brigou com a rosa
° Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
° Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais
O cravo brigou com a rosa.
° A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais.
° Na nova letra
o cravo encontrou a rosa / debaixo de uma sacada / o cravo ficou feliz / e a rosa ficou encantada.
° Que diabos é isso?
° O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
° Será que esses doidos sabem que
O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
° É Villa Lobos, cacete!
° Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê.
° Na versão da minha infância o negócio era o seguinte:
Samba Lelê tá doente / Tá com a cabeça quebrada / Samba Lelê precisava / É de umas boas palmadas.
° A palmada na bunda está proibida.
° Incita a violência contra a menina Lelê.
° A tia do maternal agora ensina assim:  Samba Lelê tá doente / Com uma febre malvada / Assim que a febre passar / A Lelê vai estudar.
° Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca.
° Os amigos sabem de quem é Samba Lelê?
° Villa Lobos de novo!
° Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, melodia de Heitor Villa Lobos e letra da Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
° Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichanos. A Sociedade Protetora dos Animais cairia em cima com processos.
° Quem entra na roda dança, nos dias atuais.
° Não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil, estimula o sexo sem amor, a vulgaridade.
° Ninguém mais canta: Pai Francisco entrou na roda, tocando seu violão, vem de lá Seu Delegado, e pai Francisco foi pra prisão. O pobre do Pai Francisco foi preso apenas por vadiagem, mas atualmente ficaria sob a suspeita de ser traficante.
° Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não lembrar à garotada a desigualdade de renda entre os homens.
° Dia desses alguém (não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda) foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado.
° Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado.
° Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse que algum filho estava militando na causa da preservação do mico-leão-dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. 
° Bicha louca, diria o velho.
° Vivemos tempos do não me toques que eu magoo.
° Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado?
° Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice.
° O politicamente correto é a sepultura do humor, da criatividade, da divertida sacanagem.
° A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
° Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão-de-chácara de baile infantil - de deficiente vertical.
° O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente.
° O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação.
° A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade.
° O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, a baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal.
° O magricela não pode ser chamado de morto-de-fome, pau-de-virar-tripa e Olívia Palito.
° O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
° Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: - O escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá!
° O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
° O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol.
° Ao invés de mandar o juiz pra puta-que-o-pariu e o centroavante pereba tomar no olho-do-c... , cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, Alegria dos Homens, do velho Bach.
° Falei em velho Bach e me lembrei de outra.
° A velhice não existe mais.
° O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé-na-cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro-funeral, o popular tá-mais-pra-lá-do-que-pra-cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. ° A velhice agora é simplesmente a melhor idade.
° Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde.
° Defuntos? Não.
° Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do Pé-Junto.
(Luiz Antônio Simas, Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio)

Dançando ao redor do mundo! 
Onde diabos está Matt? 
"Os nossos desejos são como crianças pequenas: quanto mais lhes cedemos, mais exigentes se tornam." (Provérbio chinês)

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