17 de ago de 2012

Rocambolescos episódicos do Mensalão

Na mão grande!
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A cara de pau de Ziraldo...
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"Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas", disse Ziraldo na Bienal Internacional do Livro de São Paulo."
• Lembro-me bem da época, década de 60, em que as pessoas liam. Jornaleiros ambulantes percorriam os vagões dos trens da Central do Brasil, alardeando as principais notícias do dia; nas ruas da cidade, os meninos mais graúdos da Casa do Pequeno Jornaleiro, entidade que dava abrigo e educação aos menores abandonados, também ofereciam os seus jornais, anunciando as suas manchetes. Nas conduções, era comum ver pessoas lendo alguma obra.
• Na esperança de ter maior acesso à leitura, cheguei a pedir ao meu pai, que, além de funcionário subalterno dos Correios, ainda trabalhava numa empresa de faxinas, que me matriculasse naquela entidade de pequenos jornaleiros, mas papy, irredutível, respondeu que, embora pobre, não tinha chegado ainda ao extremo de ter que entregar nenhum dos 5 filhos a entidade de menores abandonados.
• Menino pobre, 16, eu tinha então que me virar para virar para ler qualquer coisa além dos gibis, que, semanalmente, ia buscar na casa de um tio que trabalhava numa distribuidora de jornais e revistas, mas cujas historinhas já não me atendiam na fome do saber. Inicialmente, pegava livros emprestados na Biblioteca Pública de Campo Grande, onde eu morava, bairro distante do centro da cidade. Foi ali que consegui ler todas as obras da coleção de Monteiro Lobato. Eu também gostava de ler as crônicas de Nelson Rodrigues, que eram publicadas no jornal O Globo. O semanário Pasquim, do Ziraldo, eu também lia, mas, como era uma publicação cara, eu só conseguia comprar quando vendia as bem as mangas que eu e os colegas recolhíamos nos matagais de Campo Grande para vender na feira. Era o jeito que eu e os companheiros encontramos para defender o dinheiro do cinema no domingo.
• Eu, para ganhar alguns trocados, tinha que embrenhar-me no mato atrás de mangas, totalmente o oposto de Ziraldo, que, sem precisar dar um passo na rua, enriqueceu, malhando o governo da Contra-Revolução no seu "Pasquim", que, apesar de caro, esgotava nas bancas e nunca teve um exemplar sequer recolhidos pelo governo militar.
• Hoje, mesmo sem ter sofrido dano algum com o seu semanário, ganha, além da já recebida indenização de 1 milhão de Reais, concedida pela quadrilha que, por descuido dos militares, voltou ao Brasil e faz do País um quintal de galinhas de ovos de ouro, Ziraldo ainda recebe pensão mensal de 4 mil Reais, livre de imposto de renda, e ainda tem a cara de pau de ir à Bienal para vomitar obviedades. De cultura, ainda que jogando água no mar, ele até pode falar; mas, de caráter e ética, jamais.

Um PAC renovado...arre! ou ufa!
Photobucket • Governo anuncia investimento de R$ 133 bilhões na construção de rodovias e ferrovias.
• O Governo Federal anunciou, quarta-feira (15), o Programa de Investimentos em Logística para rodovias e ferrovias, com o objetivo de estimular uma maior participação da iniciativa privada nos investimentos de infraestrutura no País. Serão concedidos 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias.
• Os investimentos, nos próximos 25 anos, vão somar R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões serão aplicados nos primeiros cinco anos. Para as rodovias, o total investido será R$ 42 bilhões e para as ferrovias, o programa soma R$ 91 bilhões.
• Para economista de Princeton, pacote de Dilma só funcionará com regras que façam sentido.
• Para brasileiro José Alexandre Scheinkman, medidas são 'importantes' para resolver gargalo da economia, mas só se regras fizerem sentido para empresariado.
  • A indagação maior é saber de onde sairão os 80 bilhões de investimentos previstos para os próximos cinco anos.

Urna eletrônica vulnerável (AlertaTotal)
• O professor Diego Aranha, coordenador da equipe da Universidade de Brasília que conseguiu quebrar a única defesa do sigilo do voto nas urnas eletrônicas brasileiras, acaba de divulgar o relatório oficial de sua equipe em português.
• Em Março deste ano, a equipe da UnB foi capaz de, a partir da vulnerabillidade encontrada em apenas 1 hora de estudo do código-fonte, recuperar a lista ordenada de votos inseridos na urna; e detectar um conjunto de outras fragilidades que podem abrir a possibilidade de violação da integridade do voto.
• Ou pela leitura cuidadosa do material que venho coletando no site de Diego Aranha: aqui
• Mais detalhes no YouTube.


A descoberta
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