30/11/2011

Idades, modos e ações

Sexalescentes
• Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova classe social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade.
• Os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra sexagenário, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
• Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
• Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória.
• São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
• Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se.
• E os que já o fizeram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos,
preocupações, fracassos e sucessos, sabem bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o vôo de um pássaro da janela de um 5.º andar...
• Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
• Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos sessenta, homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos - mandam e-mails com as suas notícias, idéias e vivências.
• De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo.
• Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
• Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra...
• Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada.
• Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo...
• Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do esporte.
• Nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo.
• Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
• Hoje, as pessoas na casa dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias tolas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
• Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...
• Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI ...
Tem que ser muito sábia ...
• O radinho da Vovó - Lição de vida
• Um maravilhoso exemplo de d-e-s-p-r-e-n-d-i-m-e-n-t-o.
• Carta enviada ao diretor de uma escola primária que ofereceu um almoço em homenagem às pessoas idosas da comunidade.
• Durante o almoço, uma das senhoras convidadas ganhou um rádio, num sorteio realizado com os cupons que foram entregues na porta.
• Ela escreveu uma carta emocionada em agradecimento aos promotores do evento.
"Caros alunos e membros da direção: - Deus abençoe a vocês pelo lindo rádio que ganhei em homenagem aos idosos! Tenho 84 anos e moro em um Lar de Velhinhos. Toda a minha família já faleceu e não tenho mais parentes.
• Aqui no nosso Lar, divido o quarto com uma companheira mais idosa (ela tem 95 anos de idade), que não pôde comparecer ao almoço por estar muito deprimida.
• Durante muitos anos em que convivemos, ela teve um Radinho como o meu, que lhe fazia companhia constante.
• Ela nunca permitiu que eu ouvisse o rádio dela, mesmo quando estava dormindo ou ausente.
• Há algum tempo, no entanto, o rádio dela caiu e se espatifou no chão. Foi muito triste para ela, que chorou muito.
• Então eu ganhei este rádio e, no dia seguinte ao almoço, ela pediu-me humilde e comovidamente para ouvi-lo e eu, olhando para seus olhinhos marejados, disse: - Nem &%$#&%, sua velha %$@)*&!
• Obrigada por me proporcionarem essa inesquecível oportunidade!"

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