13 de out de 2011

Ouvindo o que falam

Crescemos nós,
Almejando sem parar,
Avaliando: vale a pena?
E achamos que sim.

Desejos são como ventos,
Entranham, cobiçam e coçam,
Impelem, açoitam, sem terminar,
Erros e acertos, prosseguir.

Longe da fantasia, a vida isso traz,
Crescer entre risos, festas e dores,
Por vezes, agrados em muitos lugares,
E, nas disputas, se chega a finais.

Daí ternuras se esvaiem,
Chumaços dáguas de olhos,
São dores interiores,
Um nunca adormecer!

Olhe pra dentro e veja,
Diferenças crianças e adultos,
Os por ques, um nunca saber,
E nos balanços das vidas,
Vale sempre sonhar.

Ó gente da Terra e Espaços,
Imenso número em luta sagaz,
Às vezes, em guerras sem fim,
Surge o algo materializado,
E na ânsia da concretude,
Famílias irmanadas se dão.

Caminhos, desvios, e lá vamos,
Aos potes das crianças,
E lá, claros, vívidos, reluzentes,
Se juntam aos nossos também,
Onde plantados estiveram,
Sorrisos quase um choro,
O final que ali estão.

Ó mundo, tal bola de neve,
Roda perfeito no tempo,
Confeito doce e amargo,
Vãos de casa rica e desnudo casebre,
Não vazia, existem pessoas,
Algum conforto, paz por que não,
Acotovelados num canto,
Passam filmes de vidas, andaduras.

O hoje, ontem e amanhã, não importa,
Todos, estaremos aqui e acolá,
Agindo ou deixados pra trás,
Encontros, intentos, na graça de Deus.

Se falhamos, por pouco foi,
No tentar, valem consciências,
De almas e espíritos a rumar,
Desse conforto valemos nós,
Saber sempre estaremos aqui.
(Amigos)

Um comentário:

)O(Lua Nua)O( disse...

LINDO!!!!!!
Ei! Vc não me falou se gostou das músicas, se era isso que "eles" sugeriram.
Beijocas Ivinho!!!