8 de out de 2011

Abrindo o diário

Tempo que foge!
• Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
• Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
• Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
• Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.
• Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de confrontação, onde tiramos fatos à limpo. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
• Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: - Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos? Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
• Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.
• Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a última hora; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo. (Ricardo Gondim)

A pegadinha
• Está provado e comprovado que geoapoderou-se (neologismo puro).
• A Carlsberg realizou na Bélgica uma pegadinha genial, colocou 148 motoqueiros mal encarados numa sala de cinema com apenas 2 lugares sobrando...
• Assim que o casal de vítimas entra na sala o medo de se sentar toma conta...
O Maranhão fica no Brasil?
• Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
• Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;
• Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
• Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;
• Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;
• Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);
• Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas maravilhosas rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.
• Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney...
• Seria cômico se não fosse tão triste....Infelizmente, o texto é verdadeiro...
• Mas quando alguém da família Sarney fica doente, o melhor hospital do Maranhão é o aeroporto, num vôo pago com dinheiro do contribuinte para São Paulo, e reserva assegurada no Hospital Sírio Libanez ou Albert Einstein.
Como chamar um táxi em Berlim
• Bem que eu falei que era pra comprar um tablet.
• Só uma observação: lembre-se que um dia riram do avião, da tv, do telefone, do computador....
De um japonês sobre o Estado Palestino
• Esta selecionada pérola merece ser retransmitida para que alguns intelectuais parem de transmitir falsas informações contra Israel.
• Vale a pena ler com atenção a todas e a cada pergunta formulada numa carta por este senhor de Tokio a um diário local. Uma interessante visão japonesa. Os japoneses tem os olhos obliquos, no entanto vêem as coisas com muita direção.
• Se vocês estão tão seguros que a Palestina, o país, foi fundado há muitos séculos, ou gerações e registrado através da história escrita, espero que estejam capacitados para responder as seguintes perguntas:
- Quando a Palestina foi fundada e por quem?
- Quais eram suas fronteiras?
- Qual era sua Capital?
- Quais eram suas grandes cidades?
- Qual era a base de sua economia?
- Qual era sua forma de governo?
- Vocês podem citar pelo menos um lider palestino antes de Arafat?
- A Palestina foi reconhecida por algum país cuja existência, em algum tempo não deixa a más interpretações?
- Qual era a lingua falada na Palestina?
- Qual a religião que prevalecia no país Palestina?
- Qual era o nome da sua moeda?
• Escolha uma data no passado e responda, qual era a taxa de cambio da moeda Palestina frente ao dólar, yen, franco, etc.?
• Desde que tal país não existe hoje, explique porque deixou de existir?
• Se você se lamenta pelo destino da pobre Palestina, responda em que época este país foi orgulhoso e independente?
• Se o povo que você, por engano, chama de palestinos, é algo mais que uma coleção de gente saída dos países árabes e se eles tem realmente uma identidade étnica definida que lhes assegura o direito da autodeterminação, por que eles não trataram de ser um país árabe independente até a derrota devastadora na guerra dos Seis Dias?
• Porque desdenharam da oportunidade de estabelecer como um Estado Palestino, baseado então na Resolução das Nações Unidas em 1947, que estabeleceu simultaneamente o direito do povo judeu a ter seu próprio Estado que atualmente é o Estado de Israel?
• Espero que vocês não confundem palestinos com filisteus. Trocar etnomologia por história não funciona.
• É curioso que os palestinos querem hoje o que recusaram em 1947, e continuam em insistir na eliminação de Israel, legitimamente criado pelas Nações Unidas e da qual é membro integro. (Tokio, 2 de novembro de 2002, Yoshiro Shagamori)
"Existimos para sermos, não melhores do que os outros, mas para sermos melhores do que nós próprios."

Um comentário:

Mery disse...

Amigo, primeiro quero te dar os parabéns por postar esse vídeo que ofuscou tudo que escreveste, ma-ra-vi-lho-so!
Não fique triste comigo por não te responder os e-mails, é que meu endereço está com outro nome, e eu nunca uso, só em casos urgentes(familiares).
Virei sempre aqui e deixarei meu carinho verdadeiro, porque depois que descobri teu blog,teus textos passaram a ser, pra mim, uma leitura obrigatória e prazerosa .
Depois leio com mais calma pra entender melhor, não tenho nível superior e vc percebe que meus textos são escritos com vocabulário bem popular.
Queria ser assim como você, queria saber mais,se és do Maranhão eu entendi tua revolta, com o Sarney,penso que todos os brasileiros odeiam esse "homem"...
Eu odeio toda essa classe "política"...
Virei aqui depois.
Beijo grande da Mery*