7 de jul de 2011

A fábula da galinha vermelha

Ficou mais conhecida quando foi divulgada por Ronald Reagan, nos anos 70, quando era presidente: reduziu a carga tributária e conseguiu aumentar a arrecadação nos EUA.

A galinha vermelha achou alguns grãos de trigo e disse a seus vizinhos:- "Se plantarmos trigo, teremos pão para comer. Alguém quer me ajudar a plantá-lo?"
- "Eu não", disse a vaca.
- "Nem eu", emendou o pato.
- "Eu também não", falou o porco.
- "Eu muito menos", completou o ganso.
- "Então eu mesma planto", disse a galinha vermelha. E assim o fez.
O trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados.
- "Quem vai me ajudar a colher o trigo?", quis saber a galinha.
- "Eu não", disse o pato.
- "Não faz parte de minhas funções", disse o porco.
- "Não depois de tantos anos de serviço", exclamou a vaca.
- "Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego", disse o ganso.
- "Então eu mesma colho", falou a galinha, e colheu o trigo ela mesma. Finalmente, chegou a hora de preparar o pão.
- Quem vai me ajudar a assar o pão? Indagou a galinha vermelha.
- Só se me pagarem hora extra. Falou a vaca.
- Eu não posso por em risco meu auxílio-doença. Emendou o pato.
- Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão. Disse o porco.
- Caso só eu ajude, é discriminação. Resmungou o ganso.
- "Então eu mesma faço", exclamou a pequena galinha vermelha. Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver.
De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. Mas a galinha simplesmente disse:
- "Não, eu vou comer os cinco pães sozinha".
- "Lucros excessivos!", gritou a vaca.
- "Sanguessuga capitalista!", exclamou o pato.
- "Eu exijo direitos iguais!", bradou o ganso.
O porco, esse só grunhiu.
Eles pintaram faixas e cartazes dizendo "Injustiça" e marcharam em protesto contra a galinha, gritando obscenidades. Quando um agente do governo chegou, disse à galinhazinha vermelha:
- "Você não pode ser assim egoísta..."
- "Mas eu ganhei esse pão com meu próprio suor. Defendeu-se a galinha".
- "Exatamente. Disse o funcionário do governo. Essa é a beleza da livre empresa.. Qualquer um aqui na fazenda pode ganhar o quanto quiser, mas sob nossas modernas regulamentações governamentais, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto de seu trabalho com os que não fazem nada".
E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha vermelha, que sorriu e cacarejou:
- "Eu estou grata, eu estou grata".
Mas os vizinhos sempre perguntavam por que a galinha, desde então, nunca mais fez porcaria nenhuma...Nem mesmo um pão.
*Qualquer semelhança desses bichos com alguns abaixo é mera coincidência:
*Sem-Terra*Sem-Teto
*Reserva Indígena
*Quilombola
*Bolsa-Escola e Sem Escola
*Puxa-sacos*Com indenização de Perseguido Político
*Sem bosta nenhuma
*Sem Vergonha...

Nenhum comentário: