4 de jun de 2011

O peso que a gente leva




Photobucket O perigo da viagem mora nas malas. Elas podem impedir-nos de apreciar a beleza que nos espera.. Experimento na carne a verdade das palavras, mas não aprendo. Minhas malas são sempre superiores às minhas necessidades. É por isso que as minhas partidas e chegadas são mais penosas do que deveriam.
Photobucket Ando pensando sobre as malas que levamos...
Photobucket Elas são expressões dos nossos medos. Elas representam as nossas inseguranças.. Olho para o viajante com suas imensas bagagens e fico curioso para saber o que há dentro das estruturas etiquetadas. Tudo o que ele leva está diretamente ligado ao medo de necessitar.
Photobucket Roupas diversas; de frio, de calor – o clima pode mudar a qualquer momento! – remédios, segredos, livros, chinelos, guarda-chuva – e se chover? –, cremes, sabonetes, ferro elétrico – isso mesmo! – Microondas? – Comunique-me, por favor, se alguém já ousou levar.
Photobucket O fato é que elas representam as nossas inseguranças. Digo por mim. Sempre que saio de casa levo comigo a pretensão de deslocar o meu mundo. Tenho medo do que vou enfrentar.. Quero fazer caber no pequeno espaço a totalidade dos meus significados. As justificativas são racionais. Correspondem às regras do bom senso, preocupações naturais para quem não gosta de viver privações.
Photobucket Nós nos justificamos. Posso precisar disso, posso precisar daquilo...
Photobucket Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem os tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?
Photobucket As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?
Photobucket Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para a minha partida e vou. De vez em quando recordo-me de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.
Photobucket É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence. E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: Coisa que gosto é poder partir sem ter planos. Melhor ainda é poder voltar quando quero.
Photobucket Ele tinha razão. A partida abre-nos os olhos para o que deixamos. A distância permite-nos mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu reencontro-me com desejo de amar ainda mais o meu território. É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou. É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Photobucket Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos pesam-nos e retiram-nos a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamurias. Hospitais, asilos, internatos... Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode humanizar-nos.
Photobucket Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro.
Photobucket Viaje leve, leve, bem leve. Mas leve-se. (Padre Fábio de Melo)

Aspirinas e ataque cardíaco
• Porque ter aspirinas à cabeceira?
• Sei lá, pode ser útil algum dia... duas aspirinas não ocupam lugar...
• Uma nota importante sobre ataques cardíacos: há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo!
• Deve-se, também, prestar atenção a uma dor intensa no queixo, assim como às náuseas e aos suores abundantes, pois estes também não são sintomas vulgares.
• Detalhe: pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, já não se levantaram!
• Porém... a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.
• Se assim for, dissolva imediatamente duas aspirinas na boca e engula-as com um pouco de água.
• Em seguida, ligue para o 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros) e diga ataque cardíaco e que tomou 2 Aspirinas.
• Sente-se numa cadeira ou sofá e espere pela chegada dos atendentes da Emergência do 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros) e mais importante ... ....Não se deite!!!!
• Um cardiologista afirmou que, se cada pessoa que ao receber este mail o enviar para 10 outras pessoas, com certeza pelo menos uma vida poderá ser salva! .....
• Eu já fiz...faça também o seu trabalho!
Live Fatal Beatings

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