19 de dez de 2010

No Tribunal

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° Seu Zé pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal. No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:
° - "O Senhor não disse na hora do acidente Estou ótimo?
° E seu Zé responde:
° - "Bão, vô ti contá o que aconteceu.. Eu tinha acabado di colocá minha mula favorita na caminhonete..."
° - "Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado. - Só responda à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: Estou ótimo?"
° - "Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia..."
° O advogado interrompe novamente e diz:
° - "Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta."
° Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé e disse ao advogado:
° - "Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer."
° Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu:
° - "Como eu tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a Rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado da rodovia e a mula foi lançada pro outro lado. Eu tava muito ferido e não podia me movê. Mais eu podia ouvir a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o patrulheiro rodoviário chegou."
° Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava...
° Depois de dá uma oiada nela, ele pegou o revorve e atirou 3 vezes bem no meio dos ôio dela. Depois ele travessô a estrada com a arma na mão, oiô para mim e disse:
° - "Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. E, o senhor, como está se sentindo?"
° - "Aí eu pensei bem e falei: ... Tô ótimo!" Cê tá é doido...ele devia tê umas 3 bala ainda..."
"Sejamos senhores da nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras."

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