9 de set de 2010

Um mergulho consciencial

Olá, meus amigos!
Não esperem a morte chegar para desenfaixá-los da carne. Comecem imediatamente um processo interno de profunda renovação consciencial.
Morrer não significa crescer! Viver é crescer.
A morte apenas faz o espírito mudar de endereço vibracional. A pessoa é a mesma, com suas virtudes e defeitos, seja dentro ou fora do corpo, em qualquer dimensão.
Não tenham medo de mergulhar em si mesmos e escalpelar o próprio ego.
Rasguem a pele do medo nas trilhas do discernimento!
Contudo, não se enganem. Há dor nesse processo. Não é fácil, mas é factível a quem quer crescer municiado de plena luz interior.
O mergulho em si mesmo é uma espécie de morte: a morte do ser velho e seu renascimento constante.
Se vocês padecem do medo da dor de crescer e olhar objetivamente a si mesmos, então, pensem nas dores que já lhes acompanham tão freqüentemente: violência íntima, agonia, medo, vazio existencial, falta de motivação, falta de espiritualidade e uma terrível treva espiritual, envolvendo suas melhores aspirações.
Façam uma medição na balança de seus corações e observem o que dói mais: crescer ou ser súdito da agonia do vazio consciencial? O que dói mais? Ser medíocre e desconhecido de si mesmo ou lutar para evoluir e seguir?
O que dá mais trabalho? Manter vícios que custam tanto ou lutar para vencê-los?
Quais são seus objetivos vitais? Agonia íntima ou crescimento consciencial?
Vocês esperarão a morte sendo súditos da inércia? Ou aumentarão a motivação de viver e aprender?
Quando esse ser velho e medroso será cremado no fogo do discernimento?
Quando será o funeral de suas dores íntimas?
Quando a fagulha divina que já mora em seus corações há de brilhar mais?
Renasçam a cada instante!
Presenteiem suas vidas com uma nova luz nos pensamentos e sentimentos.
Promovam aquela alquimia íntima (ser antigo, fora! Ser renovado, agora!).
Quem poderá crescer por vocês?
Quem irá pôr fim à dor de vocês?
Que salvador poderá evoluir por vocês?
Quem poderá digerir essas toneladas de mágoas?
Quem promoverá o apocalipse do ego dentro do calendário da própria alma?
Quem liquidará o asteróide do medo no planeta de seus corações?
Mergulhando em si mesmos, sem medo, sem trevas, vocês encontrarão dores, sim, mas qual renascimento é isento de dor?
Pior já é a dor de sentir-se um estranho no próprio mundo íntimo.
Usem a água da espiritualidade e o remédio da sabedoria para lavar os sofrimentos e curar as feridas internas.
Usem o antiácido da alegria e curem as úlceras emocionais.
Agradeçam as dores do parto de um ser divino dentro de vocês. É a dor de um mestre nascendo!
Há um menino Jesus, um menino Krishna e a paz do Buda nascendo no menino coração de cada um de vocês.
Confraternizem mais, sorriam sem medo!
Ninguém morre vítima da morte, que apenas devolve a consciência à sua casa celestial. Mas é possível morrer em vida, de agonia e falta de lucidez. É possível ser um cadáver vivo: basta sentir-se vazio, sem alma, murcho de alegrias e renovações.
Meus amigos, cremem o ego e renasçam das cinzas.
Façam uma fogueira de seus medos. Depois, joguem as cinzas ao vento da vida e gritem bem alto: "Meus medos já eram! Só tem luz em meu coração! Sou divino e há um sol interno despertando na aurora de minha vida!"
Não esperem a morte para morrer só de corpo. Aliem-se à vida para que morram seus dramas e seus egos.
Que esses escritos possam matar suas dores de vazio espiritual, e que possam enchê-los de vida, de luz e de um grande amor.
Que Deus abençoe seus renascimentos! (Wagner Borges)
(Texto é dedicado a Shiva, o Senhor de todas as transformações, que opera sutilmente na casa secreta do coração.)

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