28 de ago de 2010

A subserviência moral: a epidemia no país

Lula mentiu sobre a dívida externa, não pagou nada. E a dívida interna cresce de forma assustadora. Não se trata de calote, pois não devemos coisa alguma, tudo farsa.

Há tantos e tantos anos escrevemos sobre as dívidas do Brasil, a externa e a interna, ficamos estarrecidos com os governos, t-o-d-o-s, mistificando o cidadão-contribuinte-eleitor. Já disse várias vezes que essas dívidas são impagáveis.

E não há dúvida que continuam e continuarão assim. Cheguei a chamar atenção para o duplo e lamentável sentido diverso da palavra impagável. Tem essa denominação porque jamais poderemos pagar. E também, porque em português, impagável significa o que é muito engraçado. (Pode ser para os credores, e não para nós, devedores).

Vou alinhar dados, dados, dados. E números, números, números. Fatos, fatos, fatos, alguns rigorosamente desconhecidos, inéditos, vergonhosos, mentirosos. Para que fique mais fácil a leitura e o esclarecimento, vou separar o que é inédito, e numerar seguidamente. Incrível e impressionante, o que tem sido escondido pelo governo Lula, que deixou tudo criminosamente como foi colocado por FHC e na certa continuará impiedosamente com Dona Dilma.

1 – Lula retumbou: "Pagamos a dívida externa". Mistificação, que os jornalistas que adoram e falam em jornalismo investigativo, aceitaram, não fizeram a menor verificação. Coisa facílima de constatar.

2 – O Brasil deve 240 bilhões de dólares, não diminuiu um dólar que fosse, apesar das afirmações do presidente.

3 – O Brasil tem no exterior (Suíça), 180 bilhões de dólares depositados num banco, rendendo (?) 1 por cento ao ano. Por que não paga esses 180 bilhões, fica devendo apenas 60 bilhões? Mistério infindável e inexplicável.

4 – Onde é que o Brasil arranjou esses 180 bilhões de dólares que tem depositado na Suíça? Elementar. O Banco Central começou a comprar dólares quando estava a 3,20.

5 – Gastou uma fortuna. Apesar de comprar incessantemente, o dólar foi caindo, baixando sempre, hoje está em 1,75. Quer dizer, se o Banco Central (Brasil) quiser vender esses 180 bilhões de dólares que tem na Suíça, receberá só a metade do que utilizou na compra.

6 – Além do mais, o Banco Central deveria vender em vez de comprar dólares, pois quanto mais baixo estiver o dólar, melhor para o país. Espantosamente, o Banco Central comprava e o dólar continuava caindo.

7 – Reconheço que esse pessoal do Banco Central não é burro. Com essa confirmação, resta a alternativa da d-e-s-o-n-e-s-t-i-d-a-d-e, (principalmente, em se tratando de Meirelles, indiciado por vários Ccrimes financeiros).

8 – Explicação para o que alguns chamam de calote, uma tolice. Não existe calote, pela razão muito simples de que não devemos nada no plano externo. Temos que fazer auditoria, como muitos já pediram, incluindo este repórter.

9 – Em relação à dívida interna, temos que inverter o processo. A dívida está em 1 trilhão e 800 bilhões. (Na verdade, é de 2 trilhões e 200 bilhões, embora o governo fale em menos 400 bilhões, aceitemos, para não alongar a discussão.

10 – 1 trilhão e 800 bilhões, a juros de 10,75%, significa que temos que entregar a banqueiros, seguradoras, anualmente, 188 bilhões. E até o fim do ano, como o juro vai subir novamente, a dívida interna crescerá.

11 – O próprio Banco Central já confirmou: conseguimos economizar 90 bilhões por ano, assim, pagamos, perdão, amortizamos metade do que precisava, a outra metade é jogada no total da dívida.

12 – Agora, o estapafúrdio, criminoso, desastroso: como o Brasil é o devedor, o natural é que ele, em vez de diminuir os juros que vai pagar, aumenta cada vez mais. Isso não acontece no mundo inteiro.

13 – Seria a mesma coisa se alguns de nós devesse ao Itaú, Bradesco, Santander e outros, a juros de 10,75%, e eles generosa e compreensivelmente comunicassem: "A partir de agora vamos reduzir os juros para 5 por cento".

14 – Pagar (ou amortizar) 188 bilhões de reais por ano, é crime de lesa pátria, roubo das nossas reservas, desfalque no que deveria ser investimento nas grandes necessidades do país.

15 – Puxa, investir 188 bilhões, é tudo que precisamos para o crescimento, deixando de pagar a dívida interna, sem falar na dívida externa.

6 – Para não dizerem que critico sem apresentar soluções, comecemos a conversar.

17 – Temos que negociar e auditar as duas dívidas, a externa e a interna. Enquanto negociamos, suspendemos todos os pagamentos dessas dívidas inexistentes.

18 – Não importa ou interessa quanto tempo leva a negociação, não teremos prejuízo, o prejuízo está não só no volume que pagamos, mas também no constrangimento de pagar miseravelmente o que não devemos.

19 – O que no início destas notas chamei de inverter o processo de endividamento, seria o seguinte. Em vez de tomar emprestado, o Brasil emprestaria.

20 – O Tesouro Nacional, jogaria no mercado, digamos, 100 bilhões de reais, a juros de 4 ou 5 por cento ao ano, ou até um pouco menos.

21 – O Tesouro emprestaria a industriais dinheiro vivo, o mercado precisa cada vez mais. Esses empréstimos não serviriam apenas a industriais, mas a quem quisesse investir.

22 – Em vez de pagar 188 bilhões por ano, (e vem por aí um novo aumento nos juros), o Tesouro receberia 5 bilhões anuais, isso no caso de jogar no mercado apenas 100 bilhões. Mas poderia lançar mais, muito mais.

23- Se o Tesouro lançasse, digamos, 500 bilhões, receberia de juros anuais, 25 bilhões, incrementaria de forma fabulosa o crescimento.

24 – A prosperidade seria total, investiríamos em saúde, portos, estradas, educação, saneamento, transportes, segurança, metrô, estradas, ferrovias, portos, o crescimento, notável e incessante.

25 – O crescimento dos juros tem sempre a mistificação: "Temos que aumentá-los, por causa do risco da inflação". Ora, quando os EUA sentiram esse risco da inflação, foram reduzindo os juros, que chegaram a 0,25 por ano. A União Européia (UE), idem, idem, o Japão chegou a zero por cento.

***
PS – Temos que acabar com esses pagamentos desesperadores de 188 bilhões por ano.
PS2 – Sem contar, que se não fizermos nada, os juros aumentarão antes do fim do ano, como o ínclito, ilustre e inócuo Meirelles já anunciou.
PS3 – Em vez de pagar 188 bilhões (por enquanto), receberia (no mínimo) 25 bilhões. Que maravilha viver. (Hélio Fernandes)

"Quando se procura o mal na história, vê-se que sempre foi causado por uma pessoa ou um grupo sobre outros, seja por causa da raça, do gênero, da preferência sexual ou da religião. Isso é universalmente incorreto e impede a paz!" (Drey Barrymore)

Nenhum comentário: