22 de ago de 2010

Avesso do avesso

Photobucket - Sempre tive uma relação de rejeição doentia em relação à FHC! Desde seus primeiros anos de governo, quando saquei que ele, o sociólogo esquerdista-nacionalista, uma vez encarapitado no Poder, começava a trair o País e todos os eleitores que nele confiaram. Menos eu, pois, nunca votei nele!
- Privatizações à preço de banana, inauguração oficial do "mensalão tucano" (=compra de votos de Deputados para sua reeleição!), quebra do monopólio do petróleo, tentativa de privatizar a Petrobrás (lembram-se do Projeto Petrobraz?) e várias outras traições, de maior ou menor quilate, exatamente como fez e está fazendo seu sucessor Lulla e seu PT apóstata!
- Pois bem! Agora, no momento em que o País está chegando à seu mais degradante estágio de Nação, principalmente pela implantação da nova ética PTista da relatividade dos valores e da oficialização da esbórnia, mesmo com minha natural aversão à tucanos e assemelhados, tinha uma tênue esperança de que poderíamos varrer do mapa esses novos traidores do País, - Lulla, DILmáh e toda sua corja de aloprados - através de uma alternativa minimamente palatável, mesmo tucana, mas que pudesse fazer frente ao atual desmoronamento de nossas Instituições e de nossa Democracia.
- E aí? A vaidade, o orgulho, a insensatez e a falta de visão desse dono da oposição - FHC - contra todas as evidências e sinais concretos que todos já tinham visto, nos enfiou goela abaixo esse arremedo de político -Serra - insosso, amorfo, incompetente, sem qualquer carisma ou liderança e que vai levar a maior surra dessa outra excrescência que se chama DILmáh! Provavelmente, já no primeiro turno!
- Não morro de amores pelo Aécio mas, pelo menos, ninguém pode contestar: vivendo seus oito anos de governo em sua dolce vita das praias de Ipanema, ele deixou por aqui, para efetivamente governar o Estado, uma excepcional e competente equipe técnica, que realizou uma das melhores gestões já vividas por Minas Gerais! Sem mensalões, cuecas, meias ou super-faturamentos! É só consultar os dados! E com aprovação da população, maior que a do nefelibata: acima de 85%!
- Se a insensatez e a vaidade do imperador tucano FHC, que faz de S. Paulo seu terreiro de Poder para dominar o resto do País, não tivesse batido pé em cima desse zero que se chama Serra, e, escolhido, o Aécio, ou outro qualquer, quem sabe essa história não estaria sendo contada de outro modo e poderíamos, pelo menos, ter alguma esperança de botar esses PTistas para correr!
- Aécio, como fez em Minas, iria passar seu tempo de Presidente flanando no Aero-lulla, fazendo o roteiro Paris, Londres, Berlim, LIsboa e outros sítios de sonho, mas, certamente, deixaria por aqui, uma equipe de técnicos competentes, nos Ministérios e nas Estatais, escorraçando a república-sindical-PTista que hoje destrói nosso País!
- Mas, não! Provavelmente em uma jogada estratégica, para se valorizar como o único deus do tucanato, FHC impôs seu plasma amorfo paulista, como alternativa para o País! Já pensaram, se qualquer outro tucano conseguisse êxito nessas eleições, como ficaria o EGO desse FHC? Assim, para não correr risco, ele nos enfiou o Serra, preservou sua vaidade como a estrela maior tucana e enterrou definitivamente o nosso País!
- O Editorial abaixo, de forma lúcida, mostra claramente o fracasso dessa triste "opção de oposição" que, agora, no desespero, está até colocando Lulla como seu alter-ego, nas propagandas do Programa Eleitoral!
- "Tira a mão do trabalho do Lula / tá pegando mal /... Tudo que é coisa do Lula / a Dilma diz / é meu, é meu." Esse é o jingle do PSDB de FHC, para dizer aos eleitores que a DILmáh é uma impostora e que o verdadeiro "sucessor e parceiro" do deus Lulla é o Zé Serra"!
- FHC: o único culpado da perpetuação do PT apóstata no Poder e do esfacelamento final de nosso País! (Márcio Dayrell Batitucci)

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* Pode até ser que a candidatura José Serra à Presidência experimente alguma oscilação estatística até o dia 3 de outubro. E fatores imprevisíveis, como se sabe, Cão capazes de alterar o rumo de toda eleição. Não há como negar, portanto, chances teóricas de sobrevida à postulação tucana.
* Do ponto de vista político, todavia, a campanha de Serra parece ter recebido seu atestado de óbito com a divulgação da pesquisa Datafolha que mostra uma diferença acachapante a favor da petista Dilma Rousseff.
* A situação já era desesperadora. Sintoma disso foi o programa do horário eleitoral que foi ao ar na quinta-feira no qual o principal candidato de oposição ao governo Lula tenta aparecer atrelado... ao próprio Lula.
*
Cenas de arquivo, com o atual presidente ao lado de Serra, visaram a inocular, numa candidatura em declínio nas pesquisas, um pouco da popularidade do mandatário.
* Como se não bastasse Dilma Rousseff como exemplar enlatado e replicante do pai dos pobres petista, eis que o tucano também se lança rumo à órbita de Lula, como um novo satélite artificial; mas o que era de lata se faz, agora, em puro papelão.
* Num cúmulo de parasitismo político, o jingle veiculado no horário do PSDB apropria-se da missão, de todas a mais improvável, de defender o presidente contra a candidata que este mesmo inventou para a sucessão. "Tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/... Tudo que é coisa do Lula/ a Dilma diz/ é meu, é meu."
* Serra, portanto, e não Dilma, é quem seria o verdadeiro lulista. A sem-cerimônia dessa apropriação extravasa os limites, reconhecidamente largos, da mistificação marqueteira.
* A infeliz jogada se volta, não contra o PT, Lula, Dilma ou quaisquer dos 40 nomes envolvidos no mensalão, mas contra o próprio PSDB, e toda a trajetória que José Serra procurou construir como liderança oposicionista.
* Seria injusto atribuir exclusivamente a um acúmulo de erros estratégicos a
derrocada do candidato. Contra altos índices de popularidade do governo, e bons resultados da economia, o discurso oposicionista seria, de todo modo, de difícil sustentação em expressivas parcelas do eleitorado.
* Mais difícil ainda, contudo, quando em vez de um político disposto a levar adiante suas próprias convicções, o que se viu foi um personagem errático, não raro evasivo, que submeteu o cronograma da oposição ao cálculo finório das conveniências pessoais, que se acomodou em índices inerciais de popularidade, que preferiu o jogo das pressões de bastidor à disputa aberta, e que agora se apresenta como , no improvável intento de redefinir sua imagem pública.
* Não é do feitio deste jornal tripudiar sobre quem vê, agora, o peso dos próprios erros, e colhe o que merece. Intolerável, entretanto, é o significado mais profundo desse desesperado espasmo da campanha serrista.
* Numa rudimentar tentativa de passa-moleque político, Serra desrespeitou não apenas o papel, exitoso ou não, que teria a representar na disputa presidencial.
* Desrespeitou os eleitores, tanto lulistas quanto serristas. (Folha, Editorial)

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