16 de mai de 2010

Relações em empresa

Até que ponto pode ir a intimidade entre o chefe e o funcionário?

É comum existir na empresa um funcionário mais "expansivo", que gosta de realizar brincadeiras com todos os colegas e até com o chefe, criando laços mais estreitos. Conforme a situação, pessoas em cargo de chefia também podem apresentar predileção por um colaborador, aproximando-se mais dele. Nesses casos, a atenção se torna fundamental: até que ponto pode ir uma relação de intimidade entre o chefe e o funcionário?
Sintonia x Intimidade
- A consultora da Thomas Case, Marcia Vazquez, divide a situação em duas: quando há sintonia e quando há intimidade entre as partes. Para ela, as duas vertentes são completamente distintas.
- "A intimidade pode gerar ao longo do tempo a perda dos limites. Estamos na empresa para cumprir um plano, ou seja, um objetivo que deve ser atingido. A sintonia entre os dois [chefe e funcionário] é entender o que cada um pensa e como deve-se agir em determinadas situações no âmbito do trabalho", afirma.
- Diante de qualquer cenário, o chefe sempre continuará tendo uma posição hierárquica acima de seu colaborador e, por isso, terá responsabilidades para com ele, explica Marcia. Para ela, se cada funcionário entrar em sintonia com o superior, os resultados, o desenvolvimento e a interatividade entre eles serão melhores.
- Marcia é enfática sobre manter intimidade no trabalho. Segundo ela, nem a excessiva aproximação pessoal entre colegas é válida.
Situações perigosas
- Ocasiões dúbias poderão aparecer na vida do profissional. Uma festa na casa de um colega, um happy hour no bar, ou até um almoço rotineiro. Como se comportar nessas situações?
- "Almoçar com o chefe de vez em quando não tem problema algum. O que não pode acontecer é que essas reuniões virem rotina, uma regra", adverte a consultora. "Por isso, sempre que puder, almoce com outras pessoas".
- A maior imprudência em um almoço casual com o chefe é falar de outros funcionários. Durante a hora da refeição, comentários e críticas podem forçar o limite do bom senso. A partir daí, pode-se suscitar um mal estar entre as duas partes. Se precisar falar algo, diz Marcia, aborde a questão das idéias profissionais.
- Na ocasião de o chefe fazer convites para uma saída após o expediente, a regra é a mesma.
- Recuse, se for preciso, mas não faça disso sempre uma resposta. "O patrão pode entender a saída após o expediente como forma de integrar toda a equipe, por isso, apareça algumas vezes. A regra é não deixar virar rotina", afirma Marcia.
Você quer ser meu amigo?
- Outra situação que pode levantar questionamentos é a atuação de forma "imatura" do superior. Executivos piadistas, que não dispensam uma brincadeirinha no trabalho, podem provocar receios nos funcionários, ou deixá-los bem à vontade.
- "Quando o chefe ultrapassa a linha, o funcionário deve brecar esse avanço. Deixar bem claro que está lá como profissional que será avaliado e cumprirá objetivos", ressalta Marcia. "Reforce essa postura, corte as brincadeiras aos poucos, sempre de maneira educada".
- De acordo com Marcia, o funcionário terá de agir de forma ética, sem aceitar mimos do superior. Entretanto, se ele acabar entrando no jogo de intimidade iniciado pelo chefe, a situação pode se tornar irremediável.
- O problema da intimidade é que ela deixa a pessoa com a falsa sensação de que pode tudo.
- Além disso, pode gerar desconforto entre colegas de trabalho. Segundo Marcia, a equipe pode se destruir, não terá foco e perderá muito tempo em desenvolver os trabalhos. (InfoMoney)
"As pessoas não se tornam especiais pela maneira de ser ou agir, mas pela profundidade em que atingem nossos sentimentos". (Tiago Costa)

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