29 de mar de 2010

O Brasil e as cracolâncias

Traficantes oferecem royalties de pó ao Rio
Numa reviravolta surpreendente no caso dos royalties, traficantes de todas as facções criminosas ofereceram ao governo do Rio participação na venda de drogas no estado. A decisão foi anunciada ontem após uma reunião de cúpula dos bandidos na favela do Mico Trincado, Zona Norte da cidade.
"Eu acho que é justo a gente colaborar com o Rio nesse momento difícil. No fim das contas acho que vai dar até um pouco mais. O sistema é exatamente o mesmo do petróleo: a gente explora aqui e tem que dar essa compensação", disse o traficante Dedé das Candongas, apresentando o slogan do movimento: "A economia do Rio não pode virar pó".
Em troca, os bandidos pediriam o fim das UPP (Unidades de Patolamento Policial). "É justo porque a gente tem que ter condições de faturar", explicou o traficante, que usava o bottom da campanha "Mexeu com o Rio, mexeu comigo. Vai encarar?".
A guerra pelos royalties foi motivo de uma grande passeta no Rio de Janeiro na semana passada. Num dia chuva, 150 mil pessoas foram até a Cinelândia (se houvesse sol, todo mundo iria à praia). Os manifestantes levaram cartazes de protesto. "Ibsen, vê se te emenda" e "Tá pensando que royaltie de bêbado não tem dono?" e “Bons tempos aqueles em que os políticos roubavam nosso dinheiro escondido”. O Rio pode perder até R$ 7 bilhões anuais se a emenda for aprovada. "Eu só não entendi uma coisa: se a gente tem tanto dinheiro, onde é que ele vai parar?", disse um manifestante.
Na semana que vem os bandidos vão tentar uma reunião em Brasília para tentar acertar o acordo. A grande dificuldade está sendo garantir o quórum do encontro, uma vez que muitos traficantes têm medo de ser assaltados no Congresso...
Fonte: RevistaEpoca
"Nunca se explique. Seus amigos não precisam, e seus inimigos não vão acreditar."


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