19 de mar de 2010

Afastai de mim os cálices...

Abaixo, dois exemplos de quem são realmente esses PTistas apóstatas e seu guru maior, que hoje dominam o País e que "trabalham duro" para se perpetuarem no Poder, com seus atuais métodos, "insonháveis" no passado! Não que os outros sejam santos! Mas esses PTistas apóstatas, são mesmo imbatíveis! (Márcio Dayrell Batitucci)

Minha atividade profissional dos últimos 20 anos deu-me certo ponto de vista privilegiado. Sou auditor e consultor de órgãos públicos. Vou contar uma história: Como desviar um bilhão de reais sem ser pego.
Em 2004 um amigo meu era Diretor Financeiro de um Fundo de Pensão de uma empresa estatal. Certo dia recebeu uma "ordem" do Ministério da Casa Civil no sentido de que aquele Fundo deveria vender um bilhão de reais de títulos da dívida pública, de sua carteira, a uma determinada corretora de valores. Meu amigo achou um absurdo e foi contra. Na reunião do conselho de administração, por 6 votos a 5, não foi autorizada a venda dos títulos. Trinta dias depois meu amigo foi demitido.
Acontece que o fundo de pensão do banco do Brasil – Previ, vendeu 5 bilhões de reais de sua carteira de títulos da dívida pública. Como esses títulos eram resgatáveis para 15 a 20 anos houve um deságio de 30%, portanto a Previ recebeu 3,5 bilhões de reais pelos títulos, que, como já disse, tinham e foram vendidos especificamente para uma determinada corretora de valores.
Alguns dias depois o Governo Federal, através do Ministério da Fazenda – Tesouro Nacional, recomprou esses títulos daquela determinada corretora, com deságio de 10%. Assim essa determinada corretora que tinha endereço num Flat Service na Barra da Tijuca, lucrou 20% dos 5 bilhões de reais, ou seja, um bilhão de reais. Essa história foi relatada por esse amigo na CPI dos Correios. Tentou-se abrir uma CPI dos Fundos de Pensão, mas não conseguiram assinaturas suficientes.
Portanto colegas, não percamos tempo em discutir ideologias, em criticar o Decreto dos Direitos Humanos, as imbecilidades do Lula, etc, tudo isso são efeitos pirotécnicos dos PeTralhas para desviar as atenções e assim continuarem a engordar suas contas na Suíça, paraísos fiscais e Cuba. Em uma única (e rápida) "jogada" surrupiaram um bilhão de reais. Os PeTralhas não são amadores. Coitado do Maluf. Perto dos PeTralhas o Maluf é caso de juizado de pequenas causas.
O que lamento é que os PeTralhas deram asas ao delírio debilóide do "Ministro das Relações Exteriores" de conquistar para o Brasil um acento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Com isso e por isso, o Brasil chefia a missão de paz da ONU no Haiti, o que custou a vida de colegas, em especial do Tenente Coronel Cysneiros.
Essa turma, prezados colegas, o tal "núcleo duro" dos PeTralhas entrou no governo para se locupletarem ao máximo. Usam e abusam dos chamados inocentes úteis, de factóides, das asnices do Lula, de 150.000 nomeações em cargos de comissão, dos bilhões de reais em propagandas que pagam para a imprensa brasileira, enfim, fazem e manipulam grande parte da sociedade brasileira.
Como ainda acredito na democracia, em todos os ambientes em que vou, mesmo que haja apenas uma pessoa, faço meu papel de cidadão, que ama esse país e argumento, esclareço e mostro quem são os PeTralhas. Essa atividade estou intensificando com a proximidade das eleições. Cada pessoa que convenço é um voto a menos para os PeTralhas. Isso é o meu maior estímulo! (Arnaldo, associado da PREVI)

Capacidade de Indignação
Minha capacidade de indignação política atenua-se um pouco nos meses do ano que passo na Europa. Suponho que a razão disso seja o fato de que, lá, vivo em países democráticos nos quais, independentemente dos problemas de que padecem, há uma ampla margem de liberdade para a crítica, e a imprensa, os partidos, as instituições e os indivíduos costumam protestar de maneira íntegra e com estardalhaço quando ocorrem episódios ultrajantes e desprezíveis, principalmente no campo político.
Entretanto, na América Latina, onde costumo passar de três a quatro meses ao ano, esta capacidade de indignação volta sempre, com a fúria da minha juventude, e me faz viver sempre temeroso, alerta, desassossegado, esperando (e perguntando- me de onde virá desta vez) o fato execrável que, provavelmente, passará despercebido para a maioria, ou merecerá o beneplácito ou a indiferença geral.
Na semana passada, experimentei mais uma vez esta sensação de asco e de ira, ao ver o risonho presidente Lula do Brasil abraçando carinhosamente Fidel e Raúl Castro, no mesmo momento em que os esbirros da ditadura cubana perseguiam os dissidentes e os sepultavam nos calabouços para impedir que assistissem ao enterro de Orlando Zapata Tamayo, o pedreiro pacifista da oposição, de 42 anos, pertencente ao Grupo dos 75, que os algozes castristas deixaram morrer de inanição - depois de submetê-lo em vida a confinamento, torturas e condená-lo com pretextos a mais de 30 anos de cárcere - depois de 85 dias de greve de fome.
Qualquer pessoa que não tenha perdido a decência e tenha um mínimo de informação sobre o que acontece em Cuba espera do regime castrista que aja como sempre fez. Há uma absoluta coerência entre a condição de ditadura totalitária de Cuba e uma política terrorista de perseguição a toda forma de dissidência e de crítica, a violação sistemática dos mais elementares direitos humanos, de falsos processos para sepultar os opositores em prisões imundas e submetê-los a vexames até enlouquecê-los, matá-los ou impeli-los ao suicídio. Os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente.
Descaramento
Mas de Luiz Inácio Lula da Silva, governante eleito em eleições legítimas, presidente constitucional de um país democrático como o Brasil, seria de esperar, pelo menos, uma atitude um pouco mais digna e coerente com a cultura democrática que teoricamente ele representa, e não o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata.
O presidente Lula sabia perfeitamente o que estava fazendo. Antes de viajar para Cuba, 50 dissidentes lhe haviam pedido uma audiência durante sua estadia em Havana para que intercedesse perante as autoridades da ilha pela libertação dos presos políticos martirizados, como Zapata, nos calabouços cubanos. Ele se negou a ambas as coisas.
Não os recebeu nem defendeu sua causa em suas duas visitas anteriores à ilha, cujo regime liberticida sempre elogiou sem o menor eufemismo.
Além disso, este comportamento do presidente brasileiro caracterizou todo o seu mandato. Há anos que, em sua política exterior, ele desmente de maneira sistemática sua política interna, na qual respeita as regras do estado de direito, e, em matéria econômica, em vez das receitas marxistas que propunha quando era sindicalista e candidato - dirigismo econômico, estatizações, repúdio dos investimentos estrangeiros, etc. -, promove uma economia de mercado e da livre iniciativa como qualquer estadista social-democrata europeu.
Mas, quando se trata do exterior, o presidente Lula se despe de suas vestimentas democráticas e abraça o comandante Chávez, Evo Morales, o comandante Ortega, ou seja, com a escória da América Latina, e não tem o menor escrúpulo em abrir as portas diplomáticas e econômicas do Brasil aos sátrapas teocráticos integristas do Irã.
O que significa esta duplicidade? Que Lula nunca mudou de verdade? Que é um simples mascarado, capaz de todas as piruetas ideológicas, um político medíocre sem espinha dorsal cívica e moral? Segundo alguns, os desígnios geopolíticos para o Brasil do presidente Lula estão acima de questiúnculas como Cuba, ou a Coreia do Norte, uma das ditaduras onde se cometem as piores violações dos direitos humanos e onde há mais presos políticos.
O importante para ele são coisas mais transcendentes como o Porto de Mariel, que o Brasil está financiando com US$ 300 milhões, ou a próxima construção pela Petrobrás de uma fábrica de lubrificantes em Havana.
Diante de realizações deste porte, o que poderia importar ao "estadista" brasileiro que um pedreiro cubano qualquer, e ainda por cima negro e pobre, morresse de fome clamando por ninharias como a liberdade? Na verdade, tudo isto significa, infelizmente, que Lula é um típico mandatário "democrático" latino-americano.
Quase todos eles são do mesmo feitio, e quase todos, uns mais, outros menos, embora - quando não têm mais remédio - praticam a democracia no seio dos seus próprios países, mas, no exterior, não têm nenhuma vergonha, como Lula, em cortejar ditadores e demagogos, porque acham, coitados, que desta maneira os tapinhas amistosos lhes proporcionarão uma credencial de "progressistas" que os livrará de greves, revoluções e de campanhas internacionais acusando-os de violar os direitos humanos.
Como lembra o analista peruano Fernando Rospigliosi, em um artigo admirável: "Enquanto Zapata morria lentamente, os presidentes da América Latina - entre eles o algoz cubano - reuniam-se no México para criar uma organização (mais uma!) regional. Nem uma palavra saiu dali para exigir a liberdade ou um melhor tratamento para os mais de 200 presos políticos cubanos." O único que se atreveu a protestar - um justo entre os fariseus - foi o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera.
De modo que a cara de qualquer um destes chefes de Estado poderia substituir a de Luiz Inácio Lula da Silva, abraçando os irmãos Castro, na foto que me revoltou o estômago ao ver os jornais da manhã.
Essas caras não representam a liberdade, a limpeza moral, o civismo, a legalidade e a coerência na América Latina. Esses valores estão encarnados em pessoas como Orlando Zapata Tamayo, nas Damas de Branco, Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, a blogueira Yoani Sánchez, e em outros cubanos e cubanas que, sem se deixarem intimidar pelas pressões, as agressões e humilhações cotidianas de que são vítimas, continuam enfrentando a tirania castrista. E se encarnam ainda, em primeiro lugar, nas centenas de prisioneiros políticos e, sobretudo, no jornalista independente Guillermo Fariñas, que, enquanto escrevo este artigo, há oito dias está em greve de fome em Cuba para protestar pela morte de Zapata e exigir a libertação dos presos políticos.
O curioso e terrível paradoxo é que no interior de um dos mais desumanos e cruéis regimes que o continente conheceu se encontrem hoje os mais dignos e respeitáveis políticos da América Latina. (Mario Vargas Llosa)

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